Émerson Petriv deve recorrer de decisão que cassou seu mandato

(Foto: Divulgação / Câmara Municipal de Londrina)

O vereador Émerson Petriv, do PR de Londrina, no Norte do Paraná, deve recorrer da decisão que cassou o mandato dele ontem (domingo). Em sessão extraordinária no domingo, vereadores de Londrina, decidiram cassar o mandato do vereador. Conhecido como Boca Aberta, Petriv foi o vereador mais votado do Paraná nas eleições de 2016, com mais de 11 mil votos. Uma vaquinha virtual para o pagamento de uma multa eleitoral motivou a abertura de processo de cassação na Comissão Processante da Câmara de Londrina, por quebra de decoro parlamentar.

A multa da Justiça Eleitoral, de oito mil reais, era referente a uma ação do então candidato em uma Unidade de Pronto Atendimento. Boca Aberta costuma entrar nas unidades, munido de uma câmera, para filmar e denunciar supostas irregularidades. Os vereadores consideraram que Petriv recebeu vantagens indevidas por meio da vaquinha online. O vereador cassado afirma que o processo contra ele na Câmara foi organizado por grupos políticos ligados ao prefeito Marcelo Belinatti.

Boca Aberta teve o mandato cassado por 14 votos a favor e cinco contrários. A sessão que julgou o impeachment do parlamentar teve a leitura de 167 páginas do processo. O presidente da Câmara de Londrina, vereador Mario Takahashi, do PV, afirma que uma mentira contada por Boca Aberta originou o processo. Para convocar a vaquinha, ele disse que foi multado por defender o povo. Para Takahashi, o vereador quebrou o decoro ao não informar os eleitores e simpatizantes o real motivo da multa eleitoral.

O presidente da Câmara informou que a sessão foi convocada para domingo porque era o último dia de prazo para julgamento do processo. O fato de ter caído no fim do feriado prolongado teria sido coincidência. Com o resultado da sessão de ontem (domingo), o vereador fica inelegível pelos próximos oito anos, mas poderá recorrer da decisão.

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