Entidades populares repudiam ação da PM na Rua São Francisco

Foto: reprodução / Cicloiguaçu

Foto: reprodução / Cicloiguaçu

Entidades populares responsáveis pela criação da Praça de Bolso do Ciclista, na Rua São Francisco, no Centro Histórico de Curitiba, repudiaram uma ação da Polícia Militar na madrugada deste sábado (10). Policiais militares da Rone (Rondas Ostensivas de Natureza Especial) cercaram a rua para revistar frequentadores que estariam fumando maconha. Segundo testemunhas, parte dos frequentadores começou a protestar contra a abordagem e os policiais dispararam tiros para o alto, o que causou correria e confusão na região. O produtor cultural Thiago Moreira afirma que a revitalização da praça atraiu muitos frequentadores e a polícia agiu com truculência desnecessária.

Depois de correr e se distanciar da região da praça, Thiago conta que apanhou da polícia por ter dito que a “rua era do povo”.

A Polícia Militar informou à imprensa que não houve registro da ocorrência no sistema e que deve ter sido uma abordagem rotineira. Os policiais que teriam participado da ação não foram localizados, pois estavam de folga neste sábado.

O CicloIguaçu, um dos grupos que organizaram a montagem da praça, emitiu uma nota repudiando o que chamou de “atos de violência e abordagem despreparada da Polícia Militar” nos arredores da Praça de Bolso do Ciclista. Segundo a nota, a PM agiu com truculência e diversas pessoas que não tinham nada a ver com o incidente foram atingidas por balas de borracha. O grupo afirma que precisa garantir o bom uso dos espaços públicos e reclama da “falta de presença positiva do Estado no Baixo São Francisco, na Rua Trajano Reis e Rua Paula Gomes”. A reportagem procurou a assessoria da PM, mas os responsáveis não atenderam às ligações.

Reforço nas ruas

Na última quinta-feira, o secretário de Segurança Pública, Fernando Francischini anunciou que as unidades de operações especiais das polícias do Paraná vão reforçar o efetivo nas ruas, nos horários em que há maior registro de criminalidade. A determinação foi anunciada após reunião com o comandante-geral da Polícia Militar, coronel César Vinícius Kogut, e com o delegado-geral da Polícia Civil, Julio Cezar dos Reis. A medida abrange o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e o Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre) da Polícia Civil, a Rondas Ostensivas de Natureza Especial (Rone), o Comandos e Operações Especiais (COE) e a Companhia de Polícia de Choque (CiaPChoque), todas subunidades do Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Polícia Militar.

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