Esgoto da Rodoferroviária de Curitiba foi despejado no Rio Belém durante reforma

Esgoto RodoferroviariaO esgoto do bloco estadual da Rodoferroviária de Curitiba foi despejado no Rio Belém durante a reforma realizada entre junho de 2012 e março deste ano. A obra fez parte dos investimentos na cidade para a Copa do Mundo e custou quase R$ 49 milhões – 39% acima dos R$ 35 milhões previstos inicialmente. De acordo com o jornal Gazeta do Povo, que teve acesso a um documento da prefeitura de março de 2013, o problema teria sido causado pelo desnivelamento da rede de esgoto local em relação à da Sanepar. Já a Sial Construções Civis, que foi a responsável pelo serviço, alega que o lançamento clandestino ocorria antes mesmo da reforma. A irregularidade foi constatada após um alerta emitido pela Unidade de Gerenciamento do Programa, ligado ao Ippuc, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba. A equipe era responsável por fiscalizar as obras relacionadas ao Mundial. Segundo o relatório técnico, testes com corantes feitos no bloco estadual e no prédio da Urbs comprovaram o despejo de esgoto em uma galeria de águas pluviais da obra de contenção de enchentes do terminal. O procedimento constatou ainda que o mesmo ocorria no novo bloco do Mercado Municipal, em uma galeria que atravessa a Avenida Presidente Afonso Camargo e passa em frente ao bloco interestadual da Rodoferroviária. Em nota, a prefeitura informa que todos os problemas apontados foram solucionados. No caso da Rodoferroviária, segundo a administração municipal, a obra já previa uma nova rede de esgoto independentemente da vistoria, que foi instalada. O documento não explica, no entanto, o lançamento clandestino de esgoto no Rio Belém. Já em relação ao Mercado Municipal, a informação é de que a Secretaria de Abastecimento notificou a empresa Endeal, responsável pela reforma do local, que redirecionou os efluentes para a rede de esgoto. Também por meio de nota, a Sanepar esclarece que a rede coletora está disponível e opera normalmente nesses locais. O comunicado enfatiza que a empresa é responsável pela manutenção da rede até o ponto de interligação com os imóveis, e que as instalações internas são responsabilidade do cliente. O Rio Belém tem 21 quilômetros de extensão, é um dos mais poluídos da cidade e passa por vários bairros da capital antes de desaguar nas cavas do Rio Iguaçu, no Boqueirão.

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