Esquema de desmatamento em terras indígenas é alvo de operação da PF

Foto: Divulgação / Polícia Federal

Um esquema de desmatamento na Amazônia do Pará, que envolve quase um bilhão de reais, foi alvo nesta quarta-feira (4) de uma operação da Polícia Federal em três estados. Na Região Sul, os mandados foram cumpridos em Curitiba e União da Vitória, no Paraná, além de Porto União, em Santa Catarina.

De acordo com a PF, madeiras nobres na Terra Indígena Cachoeira Seca, no oeste do Pará, eram extraídas por madeireiras clandestinas e exportadas por meio dos portos de Paranaguá, no Paraná, Itajaí, em Santa Catarina, e de Belém, no Pará.

O esquema bilionário seria comandado por membros de uma família que ainda não tiveram os nomes divulgados. De acordo com a Polícia Federal, o grupo fraudava créditos florestais por meio de inserção de dados falsos no Sisflora – um sistema de controle de produtos florestais, além de utilizar Planos de Manejo Florestal de fachada.

O objetivo era burlar a fiscalização e dar teor legal à madeira extraída da floresta amazônica. A PF afirma que a madeira era repassada entre empresas do grupo até ser exportada por meio de portos de Belém e do Sul do Brasil.

Uma perícia da Polícia Federal estima o dano ambiental em um valor aproximado de 574 milhões de reais, referentes a extração ilegal de madeira e mais 322 milhões em produtos florestais extraídos ou destruídos na abertura das áreas classificadas como ‘corte raso’.

No total, a Justiça Federal do Paraná expediu dez mandados de condução coercitiva – quando a pessoa é encaminhada para depor por força policial -, seis mandados de busca e apreensão e 11 de sequestro de bens e valores. A operação é chamada Anhangá Arara, que significa proteção à morada dos índios.

Foto: divulgação Polícia Federal

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