Ex-diretor da Sercomtel se entrega depois de cinco dias foragido

O ex-diretor da Sercomtel Alysson Carvalho, que estava foragido há cinco dias em Londrina, no norte do Paraná, se entregou à polícia agora cedo. Ele ficou preso durante 12 dias e foi libertado. Na sexta-feira, a Justiça decretou novamente a prisão dele. Alysson Carvalho é suspeito de envolvimento no pagamento de propina, no valor de R$ 20 mil, para o vereador tucano Amauri Cardoso. O dinheiro era para que o parlamentar votasse contra a instalação da Comissão Processante (CP) que poderia cassar o prefeito Barbosa Neto (PDT) pelo uso de vigias contratados pela Prefeitura para cuidar de rádio da família do prefeito. Alysson Carvalho foi encaminhado para o Centro de Triagem da delegacia central. Além dele, também são suspeitos de envolvimento na compra de votos os também presos Ludovico Bonato (ex-funcionário público), Marcos Cito (ex-secretário de Governo) e Rogério Ortega (chefe de gabinete de Barbosa Neto). No dia 26 de abril, dois dias após as prisões feitas pelo Gaeco, a Câmara de Vereadores de Londrina aprovou a abertura da Comissão Processante para investigar o prefeito. A relatora da Comissão Processante, Sandra Graça, vê com tristeza as ações policiais e o escândalo da compra de votos em Londrina. De acordo com ela, os vereadores da Processante tem a dura tarefa de ponderar os fatos de forma transparente. 05.23 – SERCOMTEL Sandra Graça disse que a cada dia fica mais claro que existe uma rede de corrupção instalada no Município e há muitos anos. Doze anos de vereadora, ela diz que já viveu momentos difíceis na administração pública. Momentos que só acabarão com a conscientização do servidor público. Até o dia 28, a Processante não pode fazer oitivas. O prefeito Barbosa Neto precisa apresentar defesa do processo em que é acusado até às sete horas da noite. A análise de toda a documentação está prevista para a manhã do dia 31 de maio.

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