Ex-secretário considera que supostas irregularidades na liberação de alvarás não influenciaram prefeitura

Foto: Reprodução

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Dois ex-funcionários da prefeitura, presos hoje (quinta-feira, 1º) em operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público (MP), comandavam um esquema de lobby, ou influência, para liberação de alvarás e licenças imobiliárias em Curitiba. O Gaeco revelou que, mediante pagamento de propina, os lobistas entravam em contato com funcionários atuais da Secretaria Municipal do Urbanismo e Assuntos Metropolitanos de Curitiba (SMU) para que processos fossem “agilizados”. Oito pessoas foram presas: os dois ex-funcionários, intermediadores e funcionários públicos que ainda ocupam funções na Secretaria de Urbanismo. Segundo o procurador Leonir Batista, coordenador do Gaeco, os fatos investigados ocorreram no segundo semestre de 2016, mas situações semelhantes podem ter ocorrido antes e depois.

Entre os alvos de condução coercitiva está o ex-secretário municipal da Copa e de Urbanismo, Reginaldo Cordeiro. Atualmente, ele é o responsável pela Secretaria de Urbanismo de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. Ele prestou depoimento e foi liberado. O Gaeco também apreendeu documentos na casa do ex-secretário de Curitiba.

O advogado Mario Lobo, que representa Reginaldo Cordeiro, afirma que o ex-secretário foi surpreendido com a condução coercitiva. Segundo ele, Cordeiro teve a vida vasculhada pela investigação e nada foi encontrado.

Segundo o advogado, o ex-secretário considera que se houve irregularidades na liberação de alvarás durante a gestão dele, elas foram de pequena monta, sem influência em grandes decisões.

O atual secretário de Urbanismo, Marcelo Ferraz, diz que, dentro da pasta, já circulava a informação de que irregularidades foram cometidas na liberação de alvarás.

Agentes do Gaeco vasculharam a secretaria de Urbanismo que fica no Edifício Delta, no bairro Alto da Glória, e levaram documentos e computadores. As atividades nas outras secretarias municipais que ficam no prédio não tiveram o funcionamento afetado. A ação do Gaeco foi batizada de “Al Barã”, cidade morta da Síria que conserva ruínas milenares.

 

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