Ex-tesoureiro do PT pode ser transferido para Brasília nesta sexta-feira

Preso na carceragem da Polícia Federal em São Paulo, o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores Delúbio Soares pode ser transferido ainda hoje (25) para Brasília. Isso se o juíz da 12ª Vara Federal de Curitiba, que responde pela Execução Penal, permitir que ele cumpra a pena na capital federal para ficar mais perto da família. O pedido foi encaminhado ontem (24) pela defesa do petista ao juiz federal Sérgio Moro, mas a resposta favorável do magistrado veio apenas no fim da tarde, quando ele já havia se entregado em São Paulo.

Com isso, a orientação da Justiça Federal foi a de que Delúbio Soares agora aguarde na carceragem da Polícia Federal na capital paulista até que a Execução Penal se manifeste – o que pode ocorrer ainda hoje, conforme a defesa do ex-tesoureiro.

Também nessa quinta, o relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, rejeitou o pedido dos advogados do petista de um habeas corpus para que ele não começasse a cumprir a pena de seis anos de prisão em regime fechado. O argumento do magistrado foi o de que, por motivos processuais, não poderia ser ele a analisar a questão, e sim as instâncias inferiores.

Soares foi condenado na Operação Lava Jato em 2017 pelo crime de lavagem de dinheiro, mas ele recorreu ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre. A prisão dele foi decretada por Sérgio Moro após a Corte negar o último recurso dele em segunda instância. Os desembargadores não apenas confirmaram a condenação como ainda aumentaram a pena de cinco para seis anos.

A ação penal em que Delúbio Soares foi sentenciado é um desdobramento do processo que condenou também o pecuarista José Carlos Bumlai e dirigentes do Banco Schahin (Xaím). O processo tem como foco um empréstimo fraudulento de R$ 12 milhões.

O ex-tesoureiro do PT já havia sido punido a cumprir uma pena de quase sete anos de cadeia por corrupção ativa no escândalo do Mensalão. Detido em 2013, ele foi autorizado a cumprir o resto da pena em casa no fim de 2014. Em março de 2016, no entanto, o STF concedeu o perdão da pena.

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