FHC presta depoimento em ação sobre sítio de Atibaia

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso presta depoimento amanhã (segunda) em ação penal que que trata da propriedade do sítio em Atibaia, no interior de São Paulo. No processo, o ex-presidente Lula é acusado de ter recebido vantagens indevidas da OAS e da Odebrecht em forma de benfeitorias no sítio. FHC será ouvido como testemunha de defesa de Lula a partir das 9h30 da manhã por videoconferência com São Paulo. Além dele, outras 11 pessoas prestam depoimento nesta segunda-feira (11) como testemunhas de defesa indicadas pelo petista e por Fernando Bittar, sócio de um dos filhos de Lula.

Na última sexta-feira, dez pessoas prestaram depoimento na mesma ação penal. O segurança de Lula, Ricardo Silva Santos, disse que a ex-primeira dama Marisa Letícia esteve no sítio de Atibaia (SP) pela primeira vez no final do ano de 2010, quando o petista ainda ocupava o cargo de presidente da República. Nessa primeira visita ao sítio, Santos diz que Marisa comentou com ele que procurava um local para armazenar o acervo do então presidente.

O segurança negou ter visto reformas nessa primeira visita ao local. Até o final de junho, aproximadamente 130 pessoas convocadas pelos 13 acusados do processo serão ouvidas pelo Juiz Sérgio Moro. Lula também convocou a ex-presidente Dilma Rousseff, que será ouvida em 29 de junho, por videoconferência. Apenas depois de esgotadas todas as audiências com testemunhas de defesa é que os réus, entre eles Lula, serão interrogados. Na denúncia, o Ministério Público Federal afirma que os recursos para a reforma no sítio de Atibaia foram contrapartidas de oito contratos da Petrobras.

Quatro deles com a Odebrecht, três com a OAS e um com o Grupo Schahin. Advogados afirmam que Lula jamais praticou qualquer ato em benefício de empreiteiras durante o período em que ocupou a Presidência da República e tampouco recebeu qualquer vantagem indevida na forma de propriedades ou reforma de imóveis. Segundo a defesa, Lula não é dono do sítio, que está registrado em nome dos empresários Jonas Suassuna e Fernando Bittar. Suassuna é sócio de um dos filhos do ex-presidente. Fernando Bittar é filho de Jacó Bittar, ex-prefeito de Campinas e amigo de Lula. Todos alegam que a propriedade era apenas usada pelo ex-presidente, que mantém uma amizade de 40 anos com a família Bittar.

 

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