Filhos do coração: professora de Curitiba adota seis irmãos

(Foto: Arquivo Pessoal)

Desde que se entende por gente, a professora Olívia Guedes sempre gostou de casa cheia. A família de quatro irmãos era o retrato verdadeiro da felicidade de quem sempre se viu rodeada de amor. Quando a vida adulta chegou, a maternidade virou um dos únicos objetivos possíveis. Mas quatro abortos espontâneos se colocaram entre ela e o maior de todos os sonhos

Mas a tristeza da perda não demorou a dar lugar à esperança e o destino tratou de levar Olívia por caminhos que ela nunca imaginou percorrer. A professora decidiu se habilitar para adoção e, ao contrário da realidade de tantas pessoas, nunca teve que esperar para conhecer os filhos do coração

Há dois anos com a mãe, Nina cresce feliz, saudável e, desde novembro, cercada de uma dose extra de amor. No fim do ano passado, Olinda se viu diante de uma nova possibilidade de adoção. E nem pensou em dizer não: adotou seis irmãos que viviam em Imperatriz, no estado do Maranhão

A vida com os sete filhos tem reservado alegrias que a mãe do coração nunca pensou em viver. Olívia é a exceção em meio a uma regra que condena crianças e adolescentes a uma espera que marca a alma para sempre. Hoje, em todo o país, quase 5 mil crianças vivem a expectativa de encontrar uma nova família. Ao mesmo tempo, mais de 40 mil pessoas estão habilitadas a adotar.

No Paraná, 547 crianças estão prontas para a adoção. O número de pretendes prontos para adotar chega a 3 mil quatrocentos e 29. O problema dessa disparidade existe porque muitos pais colocam um perfil ideal para os filhos, como explica o promotor de Justiça da Promotoria da Infância e Juventude de Araucária, Davi Kerber de Aguiar

Podem adotar pessoas maiores de 21 anos. O estado civil é indiferente, desde que os pretendentes a madrastas ou padrastos tenham 16 anos a mais que a criança a ser adotada. A única forma de adotar é por meio de um processo feito junto à Vara da Infância e da Juventude ou no Fórum. As crianças e jovens que não são adotadas, acabam ficando nos abrigos até atingirem a maioridade.

Para muitas delas, a luz no fim do túnel é o apadrinhamento afetivo. A psicóloga do projeto Recriar explica que o objetivo do acompanhamento é dedicar companhia e, principalmente, amor a crianças e jovens com pouca possibilidade de adoção

Qualquer pessoa com mais de 21 anos pode ser um padrinho afetivo. Para isso, é preciso ter tempo disponível para participar da vida do afilhado e das reuniões do projeto. Também é necessário contar com mais alguém da família e apresentar documentos exigidos pelo projeto.

(Foto: Arquivo Pessoal)

Deixe um Comentário Os comentários serão avaliados por um moderador. Comentários considerados inadequados, impróprios ou ofensivos não serão aprovados

*