Fomento Paraná cobra R$226 milhões do Atlético por empréstimo para Copa do Mundo

Foto: Divulgação

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A Fomento Paraná é a maior e mais sólida agência de fomento do país, com patrimônio líquido atual de um bilhão e meio de reais, e não corre qualquer risco de falência com eventual calote do empréstimo concedido à CAP/SA, do Atlético Paranaense. A afirmação é da direção jurídica da instituição, em resposta ao advogado do Atlético, Luiz Fernando Pereira, que chegou a mencionar esse risco hoje (sexta) em entrevista ao jornal Gazeta do Povo.

Uma ação na Justiça movida pela Fomento Paraná cobra do Atlético R$ 226 milhões de um empréstimo tomado pela CAP/SA para a construção da Arena da Baixada para a Copa do Mundo. O Atlético acredita que o valor deveria ser dividido em três, para que o governo do Paraná e a Prefeitura de Curitiba ficassem responsáveis por dois terços do valor. O impasse começou quando o valor final da construção da Arena ficou acima do previsto. O Furacão pede que as três partes dividam o valor final da obra, de R$ 354 milhões, e não a quantia inicial, de R$ 184 milhões. O acordo tripartite foi firmado quando o valor era menor.

O diretor jurídico da Fomento Paraná, Samuel Suss, ressalta que a instituição de crédito não tem relação com o embate entre o Atlético e o Poder Público. Ele esclarece que a CAP/SA foi responsável pelo empréstimo e deve pagar. A fonte do recurso não é determinada pela credora.

Após apresentar defesa na ação de execução da dívida movida pela Fomento Paraná, o Atlético conseguiu efeito suspensivo. Caso a Justiça entenda que o Atlético deve pagar sozinho pelo empréstimo, o advogado do clube, Luiz Fernando Pereira, não descarta a possibilidade de leilão da Arena da Baixada.

O processo de execução tramita desde 2015 e a decisão está nas mãos do juiz Guilherme de Paula Rezende, da 4ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba. O diretor jurídico da Fomento Paraná, Samuel Suss, ainda espera que haja um acordo antes da ação chegar na execução das garantias oferecidas pelo clube, como o leilão da Arena.

Samuel Suss reforça que a Fomento Paraná apenas arca com a inadimplência de um devedor, mas que isso não representa nenhum risco à instituição financeira.

Sobre a convicção do Atlético, de que o Poder Público deveria arcar com parte da dívida, a gestão do prefeito Rafael Greca afirma que está aberta ao diálogo, mas que mantém o posicionamento da gestão anterior, do prefeito Gustavo Fruet, de que a partilha seja feita apenas em relação ao valor original acordado antes da reforma, de R$ 184 milhões, mesma posição do Governo do Paraná. Não há prazo para a Justiça decidir se vai cobrar apenas que o Atlético pague a Fomento Paraná ou se vai considerar outros responsáveis pela dívida.

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