Funcionários de empresas ligadas à Eletrobras param atividades contra privatização da estatal

(Foto: divulgação/Sinefi)

Eletricitários da Eletrosul no Paraná e da Furnas Centrais Elétrica, em Foz do Iguaçu, no oeste do estado, estão com as atividades paradas até amanhã (13). As duas empresas são subsidiárias da Eletrobras. A mobilização é nacional, contra a privatização da estatal. A paralisação não deve interferir no abastecimento de energia do Estado – apenas atividades administrativas e manutenções programadas foram interrompidas. Na subestação de Furnas, que é responsável pela transmissão da energia produzida pela hidrelétrica de Itaipu, cerca de 90 funcionários aderiram ao movimento.

De acordo com o diretor administrativo do Sindicato dos Eletricitários de Foz do Iguaçu (Sinefi), Paulo Zuchoski, a mobilização deve durar 72 horas e é uma forma de mostrar o posicionamento dos funcionários sobre a possibilidade da privatização da empresa.

Na divisão regional da Eletrosul, aproximadamente 85 funcionários reforçam a paralisação em Guarapuava, Ivaiporã e Campo Mourão. Segundo a assessoria de imprensa da Eletrobras, todas as empresas ligadas a estatal paralisaram as atividades por 72 horas, sem afetar o abastecimento de energia.

Em alguns casos, a questão salarial também está sendo discutida. Segundo Zuchoski, no Paraná essa pauta não está sendo abordada na mobilização e não existe previsão de ampliar o período de paralisação.

O governo federal pretende vender seis distribuidoras de energia elétrica da Eletrobras: Amazonas Distribuidora de Energia, Boa Vista Energia, Centrais Elétricas de Rondônia, Companhia de Eletricidade do Acre, Companhia Energética de Alagoas e Companhia de Energia do Piauí.

Um leilão chegou a ser agendado para maio, mas foi adiado porque a proposta de edital não tinha sido aprovada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Zuchoski afirma que o objetivo da mobilização é chamar atenção para a pauta.

A venda das distribuidoras chegou a ser autorizada pelo TCU no dia 30 de maio, mas no dia 5 de junho uma decisão da Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro determinou a suspensão do processo de venda de cinco das seis unidades. A Advocacia-Geral da União (AGU) e a estatal recorreram ao Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região para derrubar decisão. As distribuidoras devem apresentar no prazo de 90 dias um estudo sobre os impactos da privatização nos contratos de trabalho.

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