Governo se reúne com G7 para discutir nova ferrovia no estado

(Foto: Divulgação/SEPL)

O Paraná deve ganhar, em breve, uma nova ferrovia ligando o Porto de Paranaguá, no litoral, à cidade de Dourados, no Mato Grosso do Sul. Há inclusive estudos de engenharia em andamento há cerca de dois meses para a implantação do novo ramal ferroviário.

Quatro consórcios do Brasil e do exterior conduzem a análise do projeto, que prevê uma linha férrea com mil quilômetros de extensão. Ontem (22), representantes dessas organizações participaram de uma reunião promovida pela Secretaria de Estado do Planejamento e Coordenação Geral com integrantes do G7 – o grupo formado pelas principais instituições do setor produtivo do Paraná.

A ideia do encontro foi aproximar as partes envolvidas para alinhar e acompanhar o trabalho que está em desenvolvimento. O G7 é formado pelas federações das Indústrias, Fiep; da Agricultura, Faep; do Comércio, Fecomércio; do Transporte de Cargas, Fetranspar; das Associações Comerciais e Empresariais, Faciap; pela Federação e Organização das Cooperativas do Paraná, Fecoopar; e a Associação Comercial do Paraná, ACP.

A obra está dividida em dois trechos: o primeiro, de 400 quilômetros, vai ligar Guarapuava, no centro do estado, ao litoral, e o segundo vai ter 600 quilômetros entre Guarapuava e Dourados, no Mato Grosso do Sul, passando por Guaíra, no oeste paranaense. Nessa última parte, o projeto prevê a implantação de 350 quilômetros de linha nova e a reabilitação do trecho já existente entre Guarapuava e Cascavel, também no oeste.

Além do estado, várias cidades e até o governo do Paraguai devem apoiar a intervenção. Após os estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental, que têm mais sete meses para ficarem prontos, o processo licitatório para a construção e concessão da linha vai ser aberto.

A nova ferrovia deve reduzir custos logísticos e agilizar o transporte da lavoura até o porto. Atualmente, apenas 20% da mercadoria que chega ao Porto de Paranaguá é transportada por via-férrea. Com o novo ramal, a expectativa é de que esse volume aumente em até 450%.

O valor aproximado do estudo é de R$ 25 milhões, enquanto o custo estimado para a construção da ferrovia é de R$ 10 bilhões.

 

 

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