Governo vai indenizar família de integrante de MST morto em confronto PM

A família do trabalhador rural Antônio Tavares deverá ser indenizada em cerca de R$ 120 mil pelo governo do estado por conta do assassinato do agricultor, que era integrante do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Ele foi morto por um tiro durante uma operação da Polícia Militar (PM) na BR-277, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. O incidente ocorreu no dia 2 de maio de 2000 para evitar que um grupo de sem-terra chegasse em Curitiba para um protesto. Policiais militares foram mandados até o local interceptar o comboio de 50 ônibus que trariam cerca de mil trabalhadores rurais sem terra para Curitiba. Houve confronto. Bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e disparos de armas de fogo foram usados na época para impedir o avanço dos agricultores. De acordo com o advogado Fernando Prioste, da Ong Terra de Direitos, o policial militar que disparou o tiro que matou Antonio Tavares não foi responsabilizado. Mas houve o reconhecimento de que ele foi imprudente.

Além da morte, 185 sem-terra ficaram feridos. Fernando Prioste disse que a decisão do tribunal foi importante para os trabalhadores rurais sem terra, apesar do baixo valor da indenização.

O Paraná foi considerado responsável pelo assassinato e condenado a indenizar em R$ 20 mil cada um dos familiares do agricultor: a mulher dele e os cinco filhos – num total de 120 mil reais. A viúva receberá ainda uma pensão de dois salários mínimos até o ano em que o agricultor completaria 73 anos.

O confronto também foi denunciado na Corte Interamericana de Direitos Humanos.

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