Greca afirma que prefeitura precisou tirar dinheiro de outras áreas para conseguir inaugurar UPA construída por Fruet

Foto: Prefeitura Municipal de Curitiba

Foto: Prefeitura Municipal de Curitiba

A Unidade de Pronto-Atendimento do Tatuquara, em Curitiba, que estava pronta desde o final do ano passado, mas, por falta de funcionários e equipamentos, não funcionava, foi reinaugurada hoje (segunda). O custo da obra construída durante a gestão do ex-prefeito Gustavo Fruet, do PDT, foi de quase R$ 8 milhões. Para botar a unidade para funcionar plenamente, a gestão do prefeito Rafael Greca, do PMN, vai precisar desembolsar um milhão e meio de reais por mês. Greca afirma que a prefeitura precisou tirar dinheiro de outras áreas para conseguir inaugurar a unidade.

A Câmara Municipal terá, na sessão plenária da próxima quarta-feira (24), a primeira audiência pública de prestação de contas da saúde pública de Curitiba com ações da atual gestão, do prefeito Rafael Greca. No primeiro balanço apresentado pelo secretário municipal da Saúde João Carlos Baracho, no dia 21 de fevereiro, as informações eram referentes à gestão Gustavo Fruet. O secretário disse que havia uma dívida de 233 milhões de reais na área e unidades da rede em situação “absolutamente precária”. Dos 38 vereadores, 21 questionaram os dados. Baracho, deverá apresentar aos vereadores os dados da pasta referentes ao primeiro quadrimestre de 2017, conforme exigência da lei aos gestores ao SUS.

Baseados em reclamações de usuários do sistema de Saúde, vereadores criticam as filas nas unidades. O prefeito Rafael Greca afirma que a nova unidade do Tatuquara deve ajudar a desafogar uma das regiões mais críticas da cidade.  A unidade de atendimento de casos de urgência e emergência vai herdar o cadastro do Sistema Único de Saúde de 146 mil moradores dos bairros da região, incluindo Caximba e Campo do Santana.

O prefeito adiantou que há uma dívida de 277 milhões somente na área da Saúde. Sempre que foi questionado sobre como irá remanejar recursos para garantir o bom funcionamento do sistema, principal promessa de campanha nas eleições, Greca cita a confiança nos vereadores em referência ao chamado pacote de Recuperação de Curitiba que tramita Câmara Municipal.

Por pressão de servidores, que estão acampados em frente ao Legislativo municipal, vereadores tem se manifestado com cautela quando falam do pacote que relaciona cortes em planos de carreira do funcionalismo público, entre outras medidas. O prefeito criticou a manifestação dos servidores.

O pacote com 12 leis de austeridade foi enviado no dia 29 de março pela prefeitura à Câmara Municipal. As medidas visam reverter um déficit alegado em dois bilhões e cem milhões deixado, segundo a atual administração, pela gestão anterior. Metade deste valor já estaria empenhada em parcelamentos previstos no orçamento.

Algumas das medidas atingem os pagamentos dos servidores municipais, congelando salários. A prefeitura quer suspender os dez planos de carreira das diferentes categorias, atualmente em vigor. Os planos (quatro deles criados em 2014), determinam, por exemplo, quando os servidores ganham aumentos ou progressões. Pelo projeto, eles estão suspensos e só voltarão a ser aplicados quando estiverem dentro dos “limites previstos nas normas de responsabilidade fiscal” e estejam previstos nas leis orçamentárias.

Sobre a suposta dívida de mais de 2 bilhões, no dia 31 de maio, a Câmara de Curitiba terá audiência pública para a prestação de contas da Secretaria Municipal de Finanças, também referente ao primeiro quadrimestre deste ano. O titular da pasta é o secretário Vitor Puppi.

Deixe um Comentário Os comentários serão avaliados por um moderador. Comentários considerados inadequados, impróprios ou ofensivos não serão aprovados

*