Incêndio no Parolin pode ter sido causado por velas; moradores precisam de ajuda

Um incêndio no bairro Parolin, em Curitiba, na noite de sexta-feira, deixou 56 pessoas desalojadas. Pelo menos 14 casas foram afetadas e sete ficaram completamente destruídas. O Corpo de Bombeiros concluiu o rescaldo durante a madrugada deste sábado (18).

O fogo começou por volta das oito e meia da noite em um beco da Rua Chanceler Lauro Muller. Uma vela acesa teria causado o início do incêndio. Moradores relataram que uma mulher, que morava em uma das casas com três crianças, estava sem lâmpadas e usava velas para iluminar os cômodos.

Oficialmente, no entanto, as causas do incêndio só serão confirmadas após um laudo do Corpo de Bombeiros e do Conselho de Edificações e Imóveis da Prefeitura.

Não houve vítimas fatais, porém, uma pessoa ficou ferida, com pequenas escoriações e três ficaram intoxicadas por fumaça (uma mulher, um policial militar e um bombeiro). As quatro pessoas foram atendidas no local pelo SAMU no local e liberadas.

O cuidador de carros Jair José Amaro perdeu tudo o que tinha. Ele morava na casa com a esposa e três crianças.

O diretor comercial da ONG Teto,  Lucas Kogut, esteve no terreno para fazer um levantamento de danos e moradores afetados.  Desde outubro de 2016, o projeto, que é internacional, já construiu 40 casas para famílias carentes na região. Neste primeiro momento, as arrecadações são direcionadas aos itens mínimos de ajuda. 

Quem quiser ajudar na reconstrução das moradias, por meio de trabalho voluntário ou com dinheiro, pode entrar em contato pelo e-mail [email protected]

Inicialmente, os moradores desalojados se abrigaram em residências de amigos e familiares. No momento do incêndio, vizinhos se mobilizaram para ajudar a salvar o que fosse possível, mas também para impedir o avanço do fogo para outras casas. Uma das moradoras, que teve a casa parcialmente atingida, reclama da ação da polícia.

Procurada, a Polícia Militar recomendou que moradores que tenham se sentido coagidos procurem a Corregedoria para formalizar uma denúncia.

Um dos moradores, Osvaldo Amaro, conta que perdeu tudo o que tinha. No caso dele, não deu tempo de salvar nada. Segundo ele, o fogo começou na primeira casa de uma sequência, em uma fila de imóveis que havia no terreno.

A área tomada pelo incêndio é conhecida como Morro do Sabão, um espaço muito adensado, o que deve ter contribuído para a propagação do incêndio. A principal suspeita é de que uma vela tenha começado o incêndio.

Neste sábado de manhã, parte dos afetados se encontrou no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do Parolin para receber roupas e mantimentos.

As famílias atingidas são todas de baixa renda. Segundo a prefeitura, a Secretaria Municipal do Abastecimento dispôs alimentos enquanto a Secretaria Municipal da Saúde atendeu uma gestante e três recém-nascidos cujas moradias foram destruídas.

De acordo com a prefeitura, a Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) fará o levantamento das informações das famílias para providenciar aluguel social e kits da FAS para a reconstrução das casas.

Quem quiser ajudar as famílias afetadas pode entrar em contato com o Cras do Parolin ou com a ONG Teto.

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