Indústria do Paraná foi a segunda que mais sofreu efeitos da paralisação dos caminhoneiros

A produção industrial do Paraná foi a segunda que mais sofreu os efeitos da paralisação dos caminhoneiros, registrada entre os dias 21 de maio e 02 de junho. De acordo com dados divulgados ontem (11) pela Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, o recuo na produção paranaense foi de 18,4% em maio. A queda só não foi maior que a registrada no Mato Grosso, que teve redução de 24,1% na produção. Para o economista Evânio Felipe, da Federação das Indústrias do Paraná, o desabastecimento foi o grande gargalo enfrentado pela força produtiva do estado durante os dias de paralisação

Felipe adianta que a recuperação da indústria paranaense não deve ser imediata. Ele avalia que os indicativos de junho também devem ser de queda, não só pelos efeitos da greve, mas, também, devido à conjuntura política

Segundo a pesquisa, a produção industrial caiu em 14 dos 15 estados analisados pelo IBGE. Locais como a Bahia, Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul também registraram perdas maiores que a média nacional. Em todo o país, o desabastecimento de alimentos e combustíveis causado pelos bloqueios e protestos em rodovias levou a produção a cair quase 11% em maio, em comparação com abril. O único estado a não registrar quedas no período foi o Pará, que teve alta de 9,2% na produção durante as paralisações.

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