Inquérito que investiga sumiço de imagens de Carli Filho está parado

Está parado o inquérito que investiga o desaparecimento de imagens de uma câmera de segurança que poderiam ter flagrado o carro do ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho, em maio 2009. O ex-parlamentar se envolveu em um grave acidente de trânsito em que duas pessoas morreram. Nesta semana, o caso completou três anos. Os pais de uma das vítimas, Gilmar e Cristiane Yared, entraram no ano passado com um pedido do Ministério Público para pedir a investigação de como desapareceram as imagens de um posto de gasolina que fica na esquina do local do acidente, no bairro Mossungê. O caso está parado. Segundo o chefe do grupo Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco, o procurador Leonir Batisti, há outras formas de provar que o acidente de trânsito foi um homicídio e por isso as investigações sobre o sumiço das imagens não continuaram no Ministério Público. O assistente de acusação do Ministério Público, o advogado Elias Mattar Assad, defende que há como provar a responsabilidade do ex-parlamentar no acidente mesmo sem as imagens da câmera do posto de gasolina. Na noite do crime, segundo o inquérito, Carli dirigia embriagado, a cerca de 173 quilômetros por hora e com a carteira de habilitação suspensa. O acidente causou a morte de dois jovens: Gilmar Rafael Yared, de 26 anos e Carlos Murilo de Almeida, de 20 anos. A justiça determinou que Carli Filho vá a júri popular, mas ainda não há uma data para o julgamento. O ex-parlamentar pode pegar de 9 a 30 anos de prisão.

Deixe um Comentário Os comentários serão avaliados por um moderador. Comentários considerados inadequados, impróprios ou ofensivos não serão aprovados

*