Investigação da maior chacina registrada em Londrina ainda está longe de ser concluída

Dois policiais militares foram denunciados pelo Ministério Público do Paraná como responsáveis por parte da chacina que deixou 12 mortos e 14 feridos em janeiro de 2016, em Londrina, no Norte do Paraná. O caso que ficou conhecido como noite sanguenta completou dois anos. Mesmo depois de tanto tempo, a expectativa da polícia é de que as perícias que envolvem a investigação só sejam finalizadas em seis meses.

De acordo com a apuração, os policiais estão entre os mentores e autores dos disparos da maior chacina já registrada em Londrina. Os PMs foram identificados por três homens que sobreviveram ao massacre que aconteceu na madrugada do dia 29 para o dia 30 de janeiro de 2016. Os ataques ocorreram em sete locais diferentes, após o assassinato do policial militar Cristiano Botino.

Em maio de 2016, seis PMs foram presos. Quatro saíram da cadeia em seguida e os outros dois foram soltos em agosto daquele ano. Desde então eles respondem ao processo em liberdade. No total, foram abertos 17 inquéritos, mas apenas dois viraram denúncias. Os outros, segundo o MP, não vingaram pela falta de provas.

O promotor Ricardo Domingues reclama da demora na conclusão das perícias que deveriam ter sido entregues pela Polícia Civil.  Segundo ele, as denúncias contra os dois policiais só avançaram por causa dos depoimentos das testemunhas.

Outro problema seria a destruição de provas. Imagens de câmeras de segurança e cápsulas dos tiros desapareceram.

O caso já passou pelas mãos de três delegados. O responsável atual é Vitor Dutra. Ele alega que todas as perícias estão nas mãos do Instituto de Criminalística. Segundo o delegado, a investigação caminha lentamente por conta justamente do atraso destas perícias.

Depois da série de problemas na investigação, diversas pessoas desistiram de testemunhar. Nenhuma delas recebeu proteção especial do Estado. De acordo com o delegado, o caso ainda está longe de ser resolvido. Serão necessários pelo menos mais seis meses para que a investigação siga para uma conclusão.

Os dois PMs denunciados, assim como os quatro investigados, estão livres e continuam trabalhando. No processo, o MP pede a suspensão do porte de arma dos acusados, suspensão parcial da função pública, proibição de aproximação das testemunhas e comparecimento periódico ao juízo.

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