Italianos e descendentes que moram em Curitiba adotam o time do Brasil na Copa; mas nem todos

(Foto: Luciano Cezar/Grupo Italo)

Pela primeira vez em 60 anos, a seleção da Itália não se classifica para a Copa do Mundo da Fifa. Em 2018, o time não foi para a Rússia onde outros 32 países disputam a maior taça do futebol. Mas quem não tem Itália, caça com Brasil. É o que garante o presidente do Grupo Folclórico Ítalo Brasileiro, Rogério Flor.

São mais de 140 anos de imigração italiana na capital paranaense. No bairro Santa Felicidade, a tradição se mantém viva: dos traços da arquitetura, aos pratos típicos nos restaurantes fundados por imigrantes. É lá que fica a sede do grupo, onde cerca de 50 integrantes vão se reunir no domingo para torcer de verde e amarelo. E eles até mudaram a rotina para acompanhar o jogo.

Além da carne, esse churrasco deve ter ainda muita polenta e macarrão. Mas nem todos os torcedores italianos no Brasil estão simpáticos à seleção de Tite. Aos 82 anos, com 69 deles vividos no Paraná, Seo Dino Chilmento vai torcer – adivinha pra quem?

Ele diz que nunca simpatizou com o time brasileiro – a torcida sempre foi para a seleção pátria. E a não classificação dos italianos, para ele, serve de lição.

Se não vai ter copa para a Itália em 2018, também não vai ter folga para o Seo Dino. Ele vai assistir aos jogos no bar onde trabalha desde os 14 anos.

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