Janot pede ao STF prisão preventiva do deputado afastado Rodrigo Rocha Loures

Foto: Divulgação

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O Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, voltou a pedir ao Supremo Tribunal Federal a prisão preventiva do deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) e do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG). A alegação é de que as gravações envolvendo ambos demonstrariam que eles estariam adotando estratégias para a obstrução das investigações. O advogado de defesa de Loures, José Luis Oliveira Lima, afirma em nota que não há qualquer motivo para a prisão do deputado. A defesa informa ainda que aguarda do STF a manutenção da primeira decisão que negou o pedido.

A nota encerra dizendo que, em momento oportuno, o deputado irá prestar todos os esclarecimentos devidos. O primeiro pedido de prisão foi negado na semana passado pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, que alegou que o afastamento das funções parlamentares já era medida suficiente para evitar prejuízos à investigação. A nova solicitação será agora analisada pelo plenário do STF.

A direção da Câmara decidiu cortar alguns benefícios do deputado afastado, como a cota para o exercício da atividade que é de cerca de R$ 39 mil. O deputado afastado também vai deixar de receber o auxílio-moradia, que é de um pouco mais de R$ 4 mil. No entanto, ainda não foi definido se o salário dele será cortado. Quem deve decidir o corte da remuneração é a Mesa Diretora da Câmara. O salário atual de Loures é de R$ 33.763.

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