Juiz que deve conduzir julgamento de Carli Filho se posiciona sobre a decisão de manter o júri popular em Curitiba

O juiz Daniel de Avelar, que deve conduzir o julgamento do ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho, se posicionou oficialmente sobre a decisão de manter o júri popular em Curitiba. A Justiça negou o pedido da defesa do réu de transferir o júri para outra cidade.

Os advogados alegaram que a ampla divulgação do caso na imprensa poderia comprometer a imparcialidade dos jurados. E que, por atrair o interesse da população, a publicidade em torno do tema poderia, consequentemente, gerar intranquilidade na comunidade local. Avelar ressaltou que, o próprio Carli Filho, como figura pública, alimentou a ampla cobertura feita pela mídia, já que esta foi uma consequência da sua função e publicidade.

A Justiça afirma que a defesa teria usado de suposições, já que não há nenhum fato concreto que coloque em dúvida a isenção dos jurados e há uma grande multiplicidade de pessoas capacitadas à função de jurado. Portanto, o julgamento foi agendado para os dias 27 e 28 de fevereiro no Tribunal do Juri da capital.

O ex-deputado é acusado de matar dois rapazes em um acidente de trânsito no dia 7 de maio de 2009, no Mossunguê. Uma perícia indicou que ele seguia a 167 quilômetros por hora quando atingiu o veículo de Gilmar Rafael Yared, 26 anos, e Murilo de Almeida, 20. Os dois morreram na hora. A colisão foi no cruzamento das ruas Ivo Zanlorenzi e Paulo Gorski, em Curitiba.

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