Julgamento de Carli Filho está marcado para fevereiro

 

Após nove anos do envolvimento no acidente de trânsito que matou Gilmar Rafael Yared e Carlos Murilo de Almeida, o ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho vai a júri popular. A primeira sessão está marcada para o dia 27 de fevereiro, na 2ª Vara do Tribunal de Júri de Curitiba.

A Justiça determinou que Carli Filho seja julgado por duplo homicídio doloso – quando há intenção de matar. O julgamento será em um auditório com capacidade para 370 pessoas e aberto ao público. No entanto, as regras para participação ainda não foram divulgadas.

Os 25 jurados que farão parte do Conselho de Sentença vão ser sorteados pelo juiz Daniel Surdi Avelar. O sorteio acontece entre 10 e 15 dias antes do julgamento. Dos 25 jurados, 15 irão comparecer à primeira sessão. De acordo com o regulamento, tanto a defesa quanto a promotoria podem excluir 3 jurados, sem justificativa.

Os 7 jurados restantes serão os responsáveis pelo destino do réu. Se o processo não terminar no mesmo dia, os jurados serão encaminhados a um hotel – onde ficarão sem nenhuma comunicação. Eles só serão conduzidos ao Tribunal, minutos antes do início da segunda sessão. No total, 11 testemunhas estão inscritas: 6 de acusação e 5 de defesa. Dentre elas, estão dois motoristas que estavam na via, no momento do acidente.

 O acidente aconteceu na madrugada do dia 7 de maio de 2009, quando o Honda Fit, onde estava Gilmar Yared e o amigo Carlos Almeida, foi atingido pelo veículo conduzido por Carli Filho. As investigações apontaram que o ex-deputado estava acima de 160 km/h, quando colidiu com o carro das vítimas. A velocidade máxima permitida na via era de 60 km/h. Além disso, Carli Filho estava com a habilitação cassada.

Durante o processo, a defesa argumentou que o ex-parlamentar transitava em uma via preferencial quando atingiu o veículo de Gilmar Yared que passava pelo cruzamento. Além de estar em alta velocidade, o ex-deputado havia ingerido bebida alcoólica. De acordo com o exame de alcoolemia realizado no dia do crime, Carli Filho tinha quase 8 decigramas de álcool por litro de sangue – número quatro vezes acima do permitido. Em 2016, o acusado se pronunciou pela primeira e única vez sobre o acidente. Através das Redes Sociais, o ex-deputado se disse arrependido e assumiu que havia consumido álcool.

Em resposta, a Deputada Federal Christiane Yared, mãe de uma das vítimas, afirmou que o júri popular estaria próximo.

A BandNews entrou em contato com a defesa do acusado, mas ainda não obteve retorno. O promotor Marcelo Balzer, responsável pelo caso, só ira se pronunciar semana que vem. Procurada pela reportagem, a deputada Christiane Yared também só vai falar sobre o assunto na próxima semana.

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