Júri popular de Carli Filho está mantido para fevereiro de 2018

(Foto: Reprodução)

Mesmo com o júri popular do ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho marcado para o fim de fevereiro, ainda há possibilidade de o julgamento não ser realizado. O adiamento pode ser feito caso algum jurado ou testemunha não compareça no dia do júri, por causa de algum imprevisto, como doença. Além disso, a defesa de Carli afirma que pode entrar com mais recursos para protelar a data, mas não passa mais detalhes sobre o processo. O julgamento está marcado para os dias 27 e 28 de fevereiro em Curitiba.

A defesa do ex-deputado chegou a protocolar um pedido de liminar para pedir a transferência do júri, mas a solicitação foi negada pela Justiça. Os advogados alegam que a ampla divulgação do caso na imprensa poderia comprometer a imparcialidade dos jurados. E que, por atrair o interesse da população, a publicidade em torno do tema poderia, consequentemente, gerar intranquilidade na comunidade local.

A Justiça afirma que a defesa teria usado de suposições, já que não há nenhum fato concreto que coloque em dúvida a isenção dos jurados e há uma grande multiplicidade de pessoas capacitadas à função de jurado. Segundo o advogado Elias Mattar Assad, assistente da acusação, ainda há preocupação de que o júri mais uma vez não aconteça.

Caso o julgamento aconteça e Carli Filho seja condenado pelo crime, como a acusação pede, Elias Mattar Assad afirma que há chances de o ex-deputado cumprir, inicialmente, a pena em liberdade.

A defesa de Carli Filho foi procurada e disse que não vai comentar o assunto. O ex-deputado é acusado de matar dois rapazes em um acidente de trânsito no dia 7 de maio de 2009, no Mossunguê. Uma perícia indicou que ele seguia a 167 quilômetros por hora quando atingiu o veículo de Gilmar Rafael Yared, 26 anos, e Murilo de Almeida, 20. Os dois morreram na hora. A colisão foi no cruzamento das ruas Ivo Zanlorenzi e Paulo Gorski, em Curitiba.

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