Justiça decreta prisão preventiva de PM suspeito de estupros

O policial militar suspeito de estuprar pelo menos doze mulheres e matar uma jovem em Curitiba teve a prisão convertida em preventiva. Peterson Cordeiro, de 30 anos, está há mais de duas semanas preso e com a mudança não tem prazo para sair. O policial também é investigado pela morte de Renata Larissa dos Santos, de 22 anos.

A jovem foi encontrada morta às margens da BR-376, em São José dos Pinhais. No celular de Peterson, os investigadores encontraram imagens de Larissa momentos antes de ser executada. Segundo uma das delegadas responsáveis pelo caso, Eliete Kovalhuk, o suspeito vai acompanhar o processo preso.

De acordo com as investigações, que estão sob responsabilidade da Delegacia da Mulher, em Curitiba, Peterson atraía as vítimas por meio de um aplicativo de relacionamentos. Em princípio, o suspeito se utilizava do cargo como policial militar para ganhar a confiança das vítimas.

Depois, nos encontros, se mostrava violento e costumava filmar os estupros que praticava. A delegada afirma que o processo está em fase de depoimentos das vítimas.

Segundo a polícia, Peterson também costumava cometer os crimes sempre no mesmo lugar: a região do zoológico de Curitiba. Os estupros vieram à tona depois que uma das vítimas resolveu denunciar os crimes à polícia.

A tendência é de que outras vítimas sejam identificadas, já que a foto do policial militar tem sido divulgada. A defesa de Peterson Cordeiro diz que o policial nega as acusações. Ele admite ter mantido relações sexuais com as vítimas, mas afirma que tudo aconteceu de forma consensual.

 

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