Justiça Federal do Paraná retoma audiências de ação penal envolvendo Lula e Odebrecht

Depois de uma semana sem depoimentos relacionados a operação Lava Jato, a Justiça Federal do Paraná retoma nesta segunda-feira, 22, as audiências de testemunhas de acusação na segunda ação penal em que o ex-presidente Lula é réu em primeira instância. Nesse processo, o Ministério Público Federal acusa o ex-presidente de receber vantagens indevidas da empreiteira Odebrecht. Prestam depoimento nesta segunda-feira (22), o empresário da Toyo Setal, Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, o ex-presidente da empreiteira Camargo Correa, Dalton Avancini e o ex-senador Delcídio do Amaral.

Na quarta-feira (24), serão ouvidos o ex-deputado Pedro Correia, ex-diretor de abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa e o ex-gerente de serviços da estatal, Pedro Barusco. Ao todo, dez testemunhas de acusação serão ouvidas até sexta-feira (26). Todas as audiências ocorrem no período da tarde, a partir das 14h. Já as testemunhas de defesa começam a prestar depoimento a partir do dia 5 de junho.

Esta fase do processo termina na metade de julho. Até o momento, são 113 pessoas que devem depor em favor dos oito acusados. Só os advogados de Lula indicaram 87 testemunhas de defesa no processo. O número foi considerado exagerado pelo juiz Sérgio Moro, no entanto, ele aceitou ouvir todas as pessoas indicadas pelos advogados para evitar “alegações de cerceamento de defesa”.

O magistrado chegou a exigir a presença do réu em todos os depoimentos, mas a determinação foi derrubada no Tribunal Regional Federal, pelo juiz Nivaldo Brunonni. No processo em questão, Lula é acusado de gerenciar “uma sofisticada estrutura ilícita para captação de apoio parlamentar, assentada na distribuição de cargos públicos”. É investigada a compra de um terreno, pela Odebrecht, que seria destinado à construção de uma nova sede para o Instituto Lula.

O terreno custou doze milhões e quatrocentos mil reais. Também é investigada a compra de um apartamento vizinho ao local onde o ex-presidente mora, em São Bernardo do Campo (SP), por 504 mil reais. Neste contexto, a propina distribuída pela Odebrecht chega a R$ 73 milhões. O dinheiro ilícito beneficiou partidos e políticos – principalmente do PMDB, PP e PT. A ação tem, ao todo, oito réus. Também respondem criminalmente o ex-ministro Antônio Palocci e o empresário Marcelo Odebrecht.

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