Justiça proíbe Prefeitura de fechar Cras e Unidades de Atendimento

A prefeitura de Curitiba vai recorrer da decisão da justiça que proíbe o fechamento de sete Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e quatro Unidades de Atendimento em Curitiba. A 1ª Vara da Infância e da Juventude da capital atendeu um pedido formulado pelo Ministério Público do Paraná. A liminar proíbe a extinção dos equipamentos, a redução do quadro de profissionais e os serviços prestados nas unidades, além de impedir o ‘esvaziamento dos respectivos serviços públicos’ no atendimento de crianças e adolescentes. O fechamento tinha sido autorizado pelo Conselho Municipal de Assistência Social.

De acordo com Ana Luiza Suplicy Gonçalves, assessora de planejamento da Fundação Social de Curitiba, o plano era, na verdade, encerrar as atividades de seis CRAS e quatro Unidades de Atendimento, além de alterar o endereço de três Cras e uma Unidade. A decisão, segundo ela, foi tomada para tornar os locais mais próximos das famílias atendidas.

O processo de mudança começaria ainda em setembro e tinha previsão de finalização em janeiro do ano que vem. Seriam encerrados os Cras Sambaqui, na Regional Bairro Novo, Vila Hauer, na Regional Boqueirão, Arroio e Jardim Gabineto na Regional Cidade Industrial de Curitiba, Butiatuvinha, na Regional Santa Felicidade, e Portão, na Regional Portão.

O Cras Santa Rita, na Regional Tatuquara, mudaria de prédio para adequação do espaço, mas permaneceria em atendimento no mesmo bairro. O Cras Boa Vista seria transferido dentro da regional, mas passaria a atender em outro bairro.

Já na Cidade Industrial, o Cras Auto Bela Vista trocaria de endereço com a Unidade de Atendimento Corbélia. A reformulação também previa o encerramento das atividades nas Unidades de Atendimento Autódromo, da Regional Cajuru, São José do Passaúna, da Regional Cidade Industrial, Terra Santa, da Regional Tatuquara, e São Fernando, da Regional Santa Felicidade.

Segundo Ana Luiza, mesmo com o fechamento dos equipamentos, o atendimento à comunidade não seria prejudicado. Os funcionários também seriam remanejados, inclusive para ajudar no atendimento de Cras que, atualmente, estão com a equipe incompleta.

O pedido do Ministério Público alega que não houve “apresentação formal de diagnóstico capaz de justificar as modificações anunciadas”. Os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) têm cofinanciamento do Governo Federal. Eles são responsáveis pela organização e oferta dos serviços socioassistenciais da Proteção Social Básica do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) em áreas de vulnerabilidade e risco social.

Segundo a prefeitura, atualmente, somente 38, dos 45 centros em funcionamento na capital recebem recursos da união. Após o reordenamento, 39 Centros permaneceriam abertos. Mas a prefeitura afirma que p plano de alteração não tem relação com o déficit de verba do Governo Federal. Já as Unidades de Atendimento são uma iniciativa da própria prefeitura que presta atendimento em áreas muito amplas e funcionam como um “braço” de extensão das equipes dos Cras.

Reportagem: Cleverson Bravo/Ana Flavia Silva

Deixe um Comentário Os comentários serão avaliados por um moderador. Comentários considerados inadequados, impróprios ou ofensivos não serão aprovados

*