Justiça suspende temporariamente leilão de prédio giratório

(Foto: divulgação/PBCastro)

A novela do Edifício Vollard, que fica no bairro Mossunguê, em Curitiba, ganhou um novo capítulo nesta semana. É que o segundo leilão dos apartamentos do chamado “prédio que gira”, marcado para ontem (13), foi suspenso por ordem da Justiça. A medida foi tomada depois da primeira tentativa de venda dos 10 apartamentos, no dia 6 de junho, que não teve lances. Na ocasião, o valor pedido para o primeiro andar, que já está pronto para morar, foi de R$ 730 mil, enquanto os demais foram ofertados por R$ 630 mil.

O leiloeiro oficial, neste caso, é Plínio Barroso. Segundo ele, a próxima ata de leilão, prevista para o dia 20 de junho, quarta-feira da semana que vem, só deve ser cancelada em caso de decisão definitiva da Justiça.

Os preços previstos inicialmente no leilão já estavam bem menores do que os valores de lançamento, de cerca de R$ 2,3 milhões. E agora estão ainda menores. Na hipótese de o procedimento ser mantido, os apartamentos devem ser oferecidos com desconto de 60% da avaliação inicial, que não teve interessados. A expectativa é de que os comecem em torno de R$ 400 mil por unidade.

Caso arrematados, os imóveis serão habitados pela primeira vez. As decisões a respeito do edifício estão a cargo da 19ª Vara Federal de Curitiba e a ideia é resolver o imbróglio fiscal do edifício por causa de ações cíveis e trabalhistas movidas contra a extinta Construtora Moro.

Os representantes da empresa executada, por sua vez, tentam reverter o processo alegando erros nos valores de avaliação. A afirmação é de que as dívidas deveriam ser negociadas diretamente junto à Receita Federal.

A sede do leiloeiro fica na rua Jacarezinho, número 1.257, no bairro Mercês, em Curitiba. Mais informações estão disponíveis no site pbcastro.com.br.

(Foto: divulgação/PBCastro)

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