Liberação do canteiro central aumenta expectativa de moradores sobre destino da Avenida das Torres

(Foto: Lenise Klenk/BandNews)

A retirada das torres da Avenida das Torres, concluída nesta quinta-feira (01), aumenta a expectativa de moradores e comerciantes da região a respeito do uso que será dado ao canteiro central.

As torres, que começaram a ser instaladas na década de 30, serviam de suporte para a linha de alta tensão de transmissão de energia. Desligada para que fosse desmontada, agora ela será substituída por uma linha subterrânea de 8 quilômetros e que vai ampliar a capacidade de operação de 69 kv para 230 kv.

De novembro do ano passado até agora, a empreiteira contratada pela Companhia Paranaense de Energia (Copel) desmontou as 25 torres, 20 superpostes e 42 quilômetros de cabos condutores elétricos que formavam a linha de transmissão. O instrutor de karatê Julio Takuo Arai já viu muitas transformações na Avenida das Torres desde que se mudou para o Jardim das Américas, há 40 anos. Ele diz que, desta vez, demorou a notar que as torres estavam sendo desmontadas.

Sem torres, a dúvida agora é quanto tempo o nome pelo qual a avenida ficou conhecida ainda vai durar. Para Julio Arai, o nome formal deve passar a ganhar força com o passar dos anos.

Dona de uma panificadora no bairro Guabirotuba há 33 anos, a comerciante Janete Pontes diz que vai sentir saudade das torres, mas aprova a mudança.

Dona de um dos pontos comerciais mais movimentados da região, Janete diz que os clientes e amigos há muitos anos discutem os possíveis usos do canteiro central da avenida depois da retirada das torres.

O futuro do corredor que liga as cidades de Curitiba e São José dos Pinhais ainda é desconhecido. Em novembro, quando as primeiras torres começaram a ser retiradas, o prefeito Rafael Greca chegou a dizer que uma das possibilidades seria transformar o espaço num corredor de transporte.

A ideia também era vislumbrada na gestão anterior, do prefeito Gustavo Fruet. Greca afirmou que uma das soluções possíveis seria adotar um novo modal, como VLT (veículo leve sobre trilhos) ou VLP (veículo leve sobre pneus). E que um estudo seria realizado à medida que as obras avançassem.

O Ippuc (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba), no entanto, informa que “a área será apenas reservada para eventual uso futuro” e que “não há projetos previstos neste momento”. Enquanto isso, seguem as obras para aumentar a capacidade da rede elétrica, que precisa atender a uma demanda crescente de consumo na região central de Curitiba.

Concluída a retirada da linha aérea, a Copel está agora na fase de escavação para instalação da linha subterrânea. O gerente do Departamento de Engenharia de Linhas de Transmissão da Copel, Ilmar da Silva Moreira, diz que há uma expectativa de antecipar em cerca de meio ano a conclusão, inicialmente prevista para dezembro de 2019.

Além de evitar os horários de pico para a realização das obras, os empreiteiros estão usando o chamado método não destrutivo para fazer as escavações. O gerente Ilmar Moreira diz que a medida serve para reduzir o impacto da obra.

A obra vai custar R$ 178 milhões, considerando o investimento em linha de transmissão e subestação. A nova linha subterrânea vai conectar a já existente subestação Uberaba à subestação Curitiba-Centro, que está sendo construída ao lado do viaduto do Capanema.

Comments

  1. Eu acho um absurdo o país está passando por uma das maiores crises e os administradores do dinheiro público jogando dinheiro fora com uma obra igual a essa. Aliás, desmancharam uma excelente obra que é a Rede de Transmissão (Torres) sistema usado mo mundo todo para virar sucata e fazer uma rede subterrânea para o mesmo fim em que se estava sendo usado a demolida. Se era para aumentar a potência só se trocaria os cabos que sairia acredito em torno 15% dos custos desta noca rede. Acho um absurdo repito, por isso que o país está como está. Digo mais além do charme que as rede oferecia e cujo nome (Avenida das Torres) era um patrimônio e os maus administradores estragaram tuco, lamentável. Ou será que eu estou errado!

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