Licitação para recuperação do Palácio Belvedere deve ser lançada em fevereiro

Em dezembro de 2017, um incêndio destruiu parte do prédio histórico. (Foto: Cesar Brustolin/SMCS – arquivo)

O edital de licitação para recuperação do Palácio Belvedere deve ser lançado em fevereiro. A Prefeitura de Curitiba vai arcar com os custos da restauração. O novo projeto de restauro deve ser encaminhado pela Prefeitura ao Governo do Estado na próxima semana. Em dezembro de 2017, um incêndio destruiu parte do prédio histórico que fica na Praça João Cândido, próximo às Ruínas São Francisco, em Curitiba. O fogo comprometeu o telhado, o forro e parte do pavimento superior da casa. O projeto de restauro já existia no ano passado, mas segundo a Arquiteta do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba, Carla Choma Franco, ele foi refeito após o incêndio.

O edifício, tombado pelo Patrimônio Cultural do Paraná, foi entregue pelo Governo para a Academia Paranaense de Letras em 2015. No projeto inicial, o Palácio, construído em 1915, iria abrigar o Observatório da Cultura Paranaense. Porém, a casa permaneceu fechada e com o passar do tempo foi degradada por ações de vandalismo. A arquiteta explica que o início da restauração estava previsto apenas para o começo deste ano por causa dos processos burocráticos de aprovação dos documentos.

Segundo a arquiteta, não é possível calcular quanto tempo será necessário para concluir o projeto de restauração. O laudo com as causas do incêndio ainda não foi divulgado pelo Corpo de Bombeiros. Na época do incidente, foi levantada a suspeita de que o incêndio tivesse sido causado de forma criminosa. O Palácio do Belvedere foi construído em 1915 para ser um mirante no então ponto mais alto urbanizado da Capital. A edificação teve outros usos. Nos anos 20 foi sede da primeira rádio do Paraná, a Rádio Clube Paranaense. Na década de 30 passou a ser Observatório Astronômico da antiga Faculdade de Engenharia do Paraná. Em 1962 foi sede da União Cívica Feminina Paranaense. Anos mais tarde, em 2008, o prédio foi usado como posto da Polícia Militar e, entre 2012 e 2014, transformado no primeiro Centro Estadual de Defesa dos Direitos da População em Situação de Rua. O edifício seria restaurado para se tornar a Sede da Academia Paranaense de Letras.

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