Litoral Paranaense não foi afetado por toxina paralisante

Coordenador da Vigilância Sanitária Estadual do Paraná, Paulo Costa Santana. (Foto: Venilton Küchler)

O litoral paranaense não foi afetado pela toxina paralisante PSP, que contaminou o mar de Santa Catarina. A análise foi feita pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), por meio da coordenação de Vigilância e Prevenção de Doenças dos Animais Aquáticos. No dia 19 de outubro, o cultivo de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões foi interditado em Santa Catarina – estado que responde por 95% da produção brasileira de moluscos. A retirada, comercialização e o consumo destes produtos foram proibidos, pela Secretaria de Agricultura e Pesca do estado, devido à presença da toxina paralisante. De acordo com o coordenador da Vigilância Sanitária do Paraná, Paulo Costa Santana, diante da possibilidade de ocorrência, a Adapar realizou diversas coletas no litoral do estado para verificação e vigilância.

De acordo com a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná, as amostras da água do mar paranaense foram coletadas entre os dias 20 e 27 de outubro, de locais de cultivos na Baía de Guaratuba, Baía de Paranaguá e na Baía de Guaraqueçaba. As amostras foram enviadas para o Laboratório Oficial de Análise de Resíduos e Contaminantes em Recursos Pesqueiros, em Itajaí/SC e ao Centro de Estudos do Mar/UFPR em Pontal do Paraná. O resultado das análises não detectou a presença da toxina paralisante PSP, com isso, produtos como ostras, vieiras, mexilhões e berbigões do litoral paranaense não possuem restrições de consumo. A vigilância vai continuar sendo realizada. Segundo Paulo Costa Santana, o cidadão que já adquiriu produtos comercializados em Santa Catarina deve procurar uma unidade de saúde o mais rápido possível.

De acordo com os especialistas, a toxina paralisante pode causar diarreia, náuseas, vômitos, dores abdominais, perda de sensibilidade nas extremidades do corpo, paralisia generalizada e até mesmo óbito por falência respiratória. A Secretaria da Agricultura garante que a presença da toxina na água não representa risco aos banhistas. Os sintomas começam a aparecer após o consumo dos moluscos contaminados.

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