Lobista nega administrar conta de propina para Lula na Espanha

Em depoimento à Polícia Federal, o lobista Milton Pascowitch negou que administrava contas em Madrid, na Espanha, supostamente em benefício do ex-presidente Lula e do ex-ministro José Dirceu. O delator, que já foi condenado na Lava Jato, falou novamente à PF depois que o ex-executivo da Engevix, Gerson de Melo Almada, declarou que as contas eram abastecidas por propinas de contratos da Petrobras e repassadas aos dois políticos.

O sigilo do depoimento das confissões de Almada foi levantado pelo juiz Sérgio Moro no começo de dezembro de 2017. Somente depois desta data é que Pascowitch rebateu as acusações e o novo depoimento do lobista foi anexado à denúncia no dia 08 de janeiro desde ano.

Neste processo, o MPF afirma que as empreiteiras Engevix e UTC Engenharia pagaram pelo menos dois milhões e quatrocentos mil reais em vantagens indevidas ao ex-ministro José Dirceu. O petista teria recebido os valores durante e depois do julgamento do mensalão. Em julho de 2017, Almada compareceu espontaneamente à Superintendência da PF em Curitiba para colaborar com as investigações. Durante a oitiva, ele ainda afirmou ter feito contratos dissimulados com o objetivo de pagar supostas vantagens indevidas a integrantes do Partido dos Trabalhadores.

Sobre o tema, Pascowitch voltou a reiterar que ‘os recursos eram destinados ao PT e em nenhum momento falou-se em pagamento a Lula ou José Dirceu’. A denúncia ainda não foi recebida pelo juiz Sérgio Moro. Além de Gerson de Mello Almada e do ex-ministro José Dirceu, ainda são investigados Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão do ex-ministro; João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT; e Walmir Pinheiro Santana, ex-executivo da UTC.

Deixe um Comentário Os comentários serão avaliados por um moderador. Comentários considerados inadequados, impróprios ou ofensivos não serão aprovados

*