Mais de 40 anos depois, paranaenses não esquecem a Curitiba de neve de 1975

Foto: colaboração/ Maria Martins dos Santos Araújo

É batata! Basta esfriar, como nesta semana, que boa parte dos paranaenses já começa a torcer para que as temperaturas caiam ainda mais e o Paraná ganhe outro episódio de neve para chamar de seu. Nas redes sociais, por exemplo, dias como ontem (11) viram tema de postagens e comentários, cada qual com o devido print de alguma medição de institutos de meteorologia, e com isso o papo sempre vai longe.

O prazer do paranaense em falar do frio só não é maior do que as conversas sobre a neve de 1975, que está perto de completar 43 anos. Foi em 17 de julho daquele ano, e quem presenciou o fenômeno não esquece o que viu. Como a psicóloga Maria Helena Souza Vernizi.

Sem nenhuma outra opção de registro, ela e os irmãos se concentraram em aproveitar aquele dia tão especial.

Quem também se esbaldou na neve foi Pedro Aurélio Góis. Ele hoje é oficial de Justiça, mas, na época, era só um estudante de 14 anos de idade que queria dormir um pouco mais. Mas foi só o primeiro floco cair que a cama perdeu completamente a graça.

Mesmo assim, ele só pensava em se divertir.

De lá para cá muita coisa mudou e, hoje, a Companhia de Saneamento do Paraná tem menos problemas com o frio. Claro que os invernos são menos rigorosos do que no passado, mas agora a empresa também fica de olho no tempo. Quem explica é o coordenador de clientes Ativo Miguel Beier.

Tudo bem que água congelada no encanamento não foi coisa só daquela época. Em cidades como Palmas e General Carneiro, por exemplo, no sul do estado, ou no Distrito de Entre Rios, que pertence a Guarapuava, na região central, as temperaturas negativas são até bem frequentes e, por isso, mesmo sem neve, às vezes a tubulação fica cheia de gelo. Mas nada de pânico: basta saber o que fazer.

Já em caso de neve, a melhor providência a ser tomada é fotografar e compartilhar aqui com a BandNews. Lembrando que qualquer objeto colocado sobre o hidrômetro como forma de proteção deve ser removido depois que as temperaturas se normalizam. Outra atitude que ajuda é manter o registro de água desligado durante a noite e madrugada quando as condições apontarem para a possibilidade de temperaturas muito baixas.

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