Marcelo Odebrecht temia que Bendine atrapalhasse negócios da Petrobras com empreiteira

Foto: Divulgação

O ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, afirmou ao juiz Sérgio Moro que autorizou o pagamento de propina ao ex-presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, para evitar que ele atrapalhasse as negociações entre a construtora e a estatal. O empresário foi interrogado esta manhã (quinta) em ação penal relacionada a 42ª fase da Lava Jato na qual Bendine também é réu.

De acordo com Marcelo Odebrecht, a solicitação para o repasse da vantagem indevida ocorreu de forma velada, no segundo semestre de 2014, enquanto Bendine ainda comandava o Banco do Brasil. O empresário contou que o pedido inicial da vantagem indevida era de 17 milhões de reais por conta do apoio a um financiamento da empreiteira. No entanto, o Odebrecht explicou que somente após a posse de Bendine na Petrobras é que os pagamentos começaram a ser feitos.

Durante a audiência, ex-presidente da Odebrecht, confirmou que autorizou o pagamento de pelo menos três milhões de reais em propina a Aldemir Bendine. O repasse dos valores foi feito em três parcelas de um milhão de reais pelo então presidente da Odebrecht Ambiental, Fernando Reis, que também é acusado nesta ação penal.

Outros dois réus desta ação penal foram ouvidos nesta quinta-feira: o doleiro Álvaro Novis e o ex-presidente da Odebrecht Ambiental, Fernando Reis. Os outros três acusados, incluindo Aldemir Bendine, serão interrogados no dia 22 de novembro. O ex-presidente da Petrobras está preso desde julho deste ano na Polícia Federal em Curitiba. Ele responde pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e embaraço ás investigações.

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