Mesmo com a crise econômica nacional, o Paraná encerrou 2016 com superávit orçamentário

Apesar de ter registrado queda na arrecadação devido à crise econômica vivida pelo País, o Paraná encerrou o exercício de 2016 com superávit orçamentário. Conforme os demonstrativos da Lei de Responsabilidade Fiscal publicado no Diário Oficial em 30 de janeiro, as receitas totais somaram R$ 51,8 bilhões no exercício, enquanto as despesas totais chegaram a R$ 51,3 bilhões. O superávit foi de R$ 500 milhões.

Para 2017, o orçamento do Estado será de R$ 59,6 bilhões, isso somando-se todas as fontes de receitas, o que representa um crescimento de 13% na comparação com a estimativa atualizada para 2016. Enquanto a receita tributária teve queda real de 1,5% em 2016, para R$ 28 bilhões, as despesas com pessoal e encargos tiveram aumento real de 6,8% na comparação com 2015 e somaram quase R$ 22 bilhões.

Para obter economia, o governo estadual vem cortando gastos de custeio desde 2011. De acordo com o Secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, foram extintas as secretarias do Esporte, Turismo, Controle Interno e Controladoria. Também foram cortados mil cargos em comissão.

Nenhuma categoria de servidor estadual teve o salário cortado ou parcelado. No ano passado, o Paraná concedeu reajuste salarial de 10,6%. Para 2017, o reajuste está suspenso e deverá ser pago na medida em que a arrecadação permitir.

No entanto, de acordo com um dos coordenadores do Fórum das Entidades Sindicais do Paraná, Donizette Aparecido da Silva, em maio de 2015, mês em que venceria a data-base dos servidores estaduais, o governo não corrigiu totalmente os salários. Isso só foi feito em outubro daquele ano. A correção foi de 3,4% – correspondente a inflação do período.

Segundo Donizete, o reajuste de 10,6%, dado em 2016, ainda não corrigiu todas as perdas dos salários dos servidores.

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