Ministério Público pede que Moro não acolha pedido para desbloquear bens e recursos de Lula

O Ministério Público Federal pediu ao juiz Sérgio Moro que não acolha o pedido da defesa de Lula para desbloquear bens e recursos do ex-presidente que foram confiscados pela Justiça.

Em julho deste ano, Lula teve bloqueados R$ 606 mil de contas bancárias, mais R$ 9,6 milhões de dois planos de previdência privada da BrasilPrev, além de imóveis. A medida foi imposta em decorrência da condenação do ex-presidente, em primeira instância, a nove anos e seis meses de prisão na ação penal do triplex do Guarujá.

Em petição, os advogados de Lula já alegaram que que os bloqueios são ilegais e pediram que o juiz reconsidere a decisão. Antes de decidir sobre o assunto, Moro pediu para que os procuradores da Lava Jato se manifestassem sobre a possibilidade de desbloqueio. No entanto, em documento desta segunda-feira (06), o MPF afirma que a defesa de Lula não demonstrou a origem lícita e a boa fé em relação a valores depositados em caderneta de poupança.

De acordo com os procuradores é inviável a restituição dos bens, já que existe a possibilidade de que o acusado misture ativos lícitos com ilícitos. Nesta segunda-feira (06), os advogados de Lula entraram com novo recurso no Tribunal Regional Federal contra decisão do desembargador João Pedro Gebran Neto, que encerrou o processo sumariamente, ou seja, sem analisar de forma fundamentada os pedidos.

Os defensores explicam que os valores confiscados garantem a subsistência do ex-presidente. Além disso, a defesa alega que não há valores da Petrobras que tenham sido dirigidos ao petista.

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