Henrique Meirelles volta a afirmar nunca ter sofrido interferências do ex-presidente Lula

Foto: Divulgação / EBC

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, voltou a dizer em depoimento à Justiça Federal que nunca sofreu qualquer interferência do ex-presidente Lula enquanto esteve à frente do Banco Central. O ministro foi ouvido como testemunha de defesa na ação penal em que o petista é acusado dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Henrique Meirelles foi presidente do Banco Central nos dois mandatos de Lula, de 2003 a 2011. Durante a audiência, o ministro reafirmou que tinha independência para comandar o Banco Central nos governos do petista.

Meirelles ainda explicou que durante o período em que presidiu o Banco Central teve a liberdade de aprimorar normas de combate à lavagem de dinheiro e esclareceu que a regulamentação do órgão seguia padrões internacionais.

O general Marco Edson Gonçalves Dias, ex-chefe de segurança de Lula, também foi ouvido na condição de testemunha de defesa. Durante a audiência, o militar esclareceu o motivo pelo qual a presidência alugou um apartamento que ficava ao lado ao do ex-presidente para abrigar agentes de segurança. De acordo com o General, o imóvel foi escolhido depois de um diagnóstico de segurança feito a pedido do governo federal.

O deputado federal Zeca do PT e o Brigadeiro Rui Chagas de Mesquita também foram indicados para depor em favor de Lula, mas a defesa desistiu de ouvir as testemunhas. Para amanhã (quinta) estão previstos outros quatro depoimentos de testemunhas de defesa, entre eles o ministro Gilberto Kassab. Na ação penal, o Ministério Público Federal acusa o ex-presidente de ter recebido vantagens indevidas da Odebrecht.

Em troca de contratos com a Petrobrás, a empreiteira teria comprado um terreno para a construção da sede do Instituto Lula e um apartamento em São Bernardo do Campo, São Paulo. A defesa do ex-presidente nega as acusações. Além de Lula, o processo tem mais sete réus, entre eles o ex-executivo Marcelo Odebrecht e o ex-ministro Antonio Palocci.

 

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