Moradores de áreas de proteção ambiental ampliada aguardam regulamentação do IAP para utilização de recursos

Um decreto assinado pelo governador Beto Richa criou o Parque Estadual do Palmito e o outro aumentou a área da Estação Ecológica Guaraguaçu. Foto: Jaelson Lucas/ANPr

Moradores e frequentadores de duas áreas de conservação ambiental que tiveram a proteção ampliada no Litoral do Paraná aguardam a regulamentação do Instituto Ambiental do Paraná. A Floresta do Palmito foi transforma da em Parque Estadual e a área da Estação Ecológica Guaraguaçu foi ampliada. Somadas, as áreas passaram de dois mil para seis mil e quinhentos hectares. A mudança está em dois decretos assinados ontem (segunda) pelo governador Beto Richa. Até agora, o Parque do Palmito estava na categoria de floresta. Nessa categoria, é permitido o uso sustentável – ou seja, era possível conciliar a conservação do meio ambiente com o uso de recursos naturais existentes. Com a mudança para parque estadual, a unidade se torna área de proteção integral, sendo permitido, apenas, o uso indireto dos recursos naturais, como em pesquisas científicas e no turismo ecológico, por exemplo. Segundo o presidente do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto, os decretos alteram o uso dos recursos naturais de maneira geral.

 

A área da Estação Ecológica é cortada pelo Rio Iguaçu e a do Parque Estadual do Palmito pelos rios dos Almeidas e do Itiberê. A mudança na legislação deve limitar a pesca na região, que já tem regras para evitar a pesca predatória. Durante a regulamentação dos decretos, os IAP deve definir se o turismo ecológico também será afetado.

 

Para garantir a fiscalização, o IAP deve delimitar Reservas Particulares do Patrimônio Natural, as RPPN. Ribeirinhos e outros moradores da região devem firmar parcerias para o plano de preservação.

 

No caso da Estação Ecológica de Guaraguaçu, a área de conservação criada em 1992 vai passar a proteger florestas maiores de terras baixas, de restingas, manguezais e áreas com a árvore caxeta – espécie típica da faixa litorânea.

A Floresta Estadual do Palmito, agora transformada em Parque Estadual, foi criada em junho de 1998 para diminuir a exploração ilegal e predatória do palmito juçara. O local é aberto ao público, às margens da PR-407, e a principal atração do local são as trilhas, uma delas com seis quilômetros e meio.

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