Moro adia interrogatório de Roberto Teixeira, advogado e compadre de Lula

O juiz Sérgio Moro adiou para 20 de setembro, às 13h30, o interrogatório de Roberto Teixeira, advogado e compadre do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estava previsto para esta semana. Teixeira responde à ação penal que apura se a Odebrecht beneficiou o ex-presidente com a compra de um terreno para o Instituto Lula e um apartamento em São Bernardo do Campo. O advogado foi internado na terça-feira passada (5), em São Paulo, com insuficiência cardíaca. Ele seria interrogado no dia seguinte, quarta-feira (6).

O interrogatório foi, então, reagendado para esta quarta-feira (13), no mesmo dia do interrogatório do ex-presidente Lula. Mas agora, foi novamente adiado, depois que a defesa alegou que, mesmo tendo recebido alta do hospital, Roberto Teixeira tem quadro de saúde grave, que requer observação e repouso. Outro réu que tem interrogatório marcado para o mesmo dia de Lula é Branislav Kontic, que foi assessor do ex-ministro Antonio Palocci.

Os advogados de Kontic pediram que ele fosse interrogado por videoconferência, mas o juiz Sérgio Moro manteve o depoimento presencial. Os três últimos réus do processo devem ser questionados sobre declarações de Antonio Palocci no depoimento que prestou ao juiz Sérgio Moro na semana passada. Entre elas, a de que Emílio Odebrecht teria oferecido um pacote de propinas ao ex-presidente Lula. Segundo Palocci, a oferta envolveria o terreno para o Instituto Lula, o sítio em Atibaia e mais 300 milhões de reais.

O ex-chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, que participou nesta segunda-feira (11) da reunião de planejamento de segurança para o interrogatório do ex-presidente, diz que as declarações de Palocci não são verdadeiras e decorrem do constrangimento sofrido na prisão.

Moro também deve questionar o ex-presidente sobre dados encontrados nos sistemas My Web Day e Drouzys, que registravam o pagamento de propina da Odebrecht a agentes públicos e políticos. Uma planilha intitulada de “Programa Especial Italiano” aponta que foram destinados R$ 12 milhões para a compra do terreno para o Instituto em 2010, quando Lula ainda era presidente. Ele nega ter qualquer envolvimento com o esquema de corrupção.

A defesa do ex-presidente afirma que as acusações feitas por Antônio Palocci são falsas, sem provas e que o ex-ministro usou expressões de efeito na tentativa de ver aprovado um acordo de colaboração premiada.

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