Moro cogita pedir exoneração do cargo de professor da UFPR

O juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações da Lava Jato em Curitiba, está estudando a possibilidade de pedir exoneração do cargo de professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Ele está licenciado da instituição desde o começo do ano passado.

No final de 2016, pediu licença temporária das salas de aula para se dedicar aos processos da 13.ª Vara Federal de Curitiba, especialmente aos relacionados à Lava Jato, que ocupam integralmente a rotina do magistrado desde 2014. O juiz alegou que não estava conseguindo conciliar o julgamento dos processos com a vida acadêmica.

A Universidade Federal do Paraná informa que ainda não recebeu pedido formal de exoneração. Mas Moro já estaria considerando provável o afastamento definitivo da instituição. Na Universidade Federal do Paraná, o juiz dava aulas de Direito Processual Penal, como professor adjunto com dedicação de 20 horas semanais.

Desde o final de 2016, crescem os rumores de que Moro teria planos de morar fora do país. O juiz teria recebido convites para lecionar em universidades estrangeiras.

A relação de Sérgio Moro com a Universidade Federal do Paraná tem sido conturbada há pelo menos seis anos. Em 2012, ele foi designado assessor da ministra Rosa Maria Weber no Supremo Tribunal Federal (STF) e precisou fazer ajustes informais nos horários de aulas. Mas a convocação para o STF se estendeu e o juiz recorreu ao Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4), em Porto Alegre, depois de ter rejeitado pela UFPR um pedido de liberação para que conseguisse concentrar todas as aulas nas sextas-feiras.

O pedido foi indeferido pelo Departamento de Direito Penal e Processo Penal e também por todas as instâncias internas. Foi quando Moro levou o caso à Justiça Federal em Curitiba e, posteriormente, ao TRF, sem sucesso.

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