Moro condena Renato Duque, Leo Pinheiro e outras 11 pessoas na Lava Jato

O juiz Sergio Moro condenou treze pessoas por envolvimento em um esquema que movimentou R$ 20 milhões em propinas ligadas à licitação para a ampliação do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes).

As obras custaram mais de um bilhão de reais. A ação penal é referente a 31ª fase da operação Lava Jato, batizada de Abismo e que foi deflagrada em julho de 2016. Entre os alvos da sentença estão o ex-diretor de Serviços da estatal Renato Duque, que foi condenado a dois anos e oito meses em regime semiaberto, o ex-executivo da construtora OAS, Léo Pinheiro, condenado a dois anos e seis meses em regime aberto e o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores Paulo Ferreira, sentenciado a 9 anos e 10 meses de prisão.

A maioria dos réus condenados recebeu benefícios para o cumprimento da pena por ter colaborado com as investigações, ou por ter assinado acordo de delação premiada. A denúncia envolve o Consórcio Novo Cenpes – formado pelas empreiteiras OAS, Construbase, Construcap, Schahin e Carioca Engenharia. As empresas teriam pago propinas para vencer a licitação das obras. O cartel, inclusive, teria oferecido dinheiro para que a empreiteira WTorre – que tinha apresentado a melhor proposta na licitação – deixasse de concorrer aos contratos. A propina paga nesse contexto é correspondente a 2% do valor do contrato e dos aditivos para as obras de ampliação do Cenpes.

Os valores movimentados por crimes de corrupção ultrapassam os R$ 20 milhões. Os réus do processo respondem a crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

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