Moro manda soltar todos os presos da 34ª fase da Operação Lava Jato

O juiz federal Sérgio Moro mandou soltar os seis investigados da 34ª fase da Operação Lava Jato que estavam em prisão temporária. O prazo das prisões vencia nesta segunda-feira (26). De acordo com o despacho, os investigados não podem deixar a residência por mais de 30 dias e nem o país sem autorização do juízo.

O Ministério Público Federal chegou a pedir a conversão da prisão temporária em preventiva do investigado Julio César Oliveira e o pagamento de fiança a todos os demais suspeitos. No entanto, em despacho, Moro indeferiu todos os pedidos. O juiz ainda escreveu que quanto ao ex-ministro Guido Mantega, que é o principal alvo desta etapa da operação, como não houve requerimentos de imposição de medidas cautelares, não cabe ao juízo decretá-las.

A 34ª fase, batizada de Arquivo X, foi deflagrada na última quinta-feira (22) e investiga fatos relacionados à contratação de empresas para a construção de duas plataformas (P-67 e P70) para a exploração de petróleo na camada do pré-sal.

O valor do contrato foi de US$ 922 milhões, de acordo com os investigadores. Guido Mantega responde à investigação em liberdade desde que a prisão dele foi revogada. Ele chegou a ser preso mas foi solto algumas horas depois. O ex-ministro da Fazenda é suspeito de ter pedido uma doação de cinco milhões de reais ao empresário Eike Batista, dono da OSX, para pagamento de dívidas de campanha.

Também são investigados repasses feitos pela empreiteira Mendes Junior para o operador financeiro João Augusto Resende Henriques, ligado ao PMDB.

Há ainda uma linha de investigação que se concentra em contratos fictícios que teriam sido firmados com empresas ligadas ao ex-ministro José Dirceu e ao ex-deputado André Vargas, ambos presos no Complexo Médico Penal em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

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