Moro nega pedido da defesa de Lula para suspender a perícia nos sistemas de pagamento de propina da Odebrecht

(Foto: Divulgação / Agência Senado – arquivo)

O juiz federal Sérgio Moro negou o pedido da defesa do ex-presidente Lula para suspender a perícia nos sistemas de pagamento de propina da Odebrecht, chamados de My Web Day e Drousys. Os advogados do petista afirmam que a análise feita pela Polícia Federal pode ter sido fraudada e manipulada. Em despacho desta quinta-feira (15), Moro disse que a suspensão “não faz o menor sentido”.

O magistrado explica que a perícia foi determinada exatamente em decorrência de questionamentos tardios da defesa de Lula quanto a autenticidade dos documentos extraídos dos softwares e juntado aos ao processo.

A petição foi anexada na ação penal que acusa o ex-presidente de ter recebido vantagens indevidas da empreiteira Odebrecht. Além da suspensão da perícia, a defesa de Lula havia solicitado que, “após a retomada dos trabalhos periciais, seja concedido às defesas prazo igual àquele concedido ao Setor Técnico do Departamento da PF para análise e manifestação sobre o laudo pericial.

Segundo o advogado do petista, até o momento, a perícia já levou 100 dias. O juiz Sérgio Moro afirmou que vai avaliar o pedido de extensão após a apresentação do resultado da perícia. Além de Lula, outras onze pessoas são acusadas neste processo, entre eles o ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht e o ex-ministro Antônio Palocci.

De acordo com a denúncia, o Grupo Odebrecht pagou propina a Lula por meio da aquisição do imóvel onde funcionaria o Instituto Lula, em São Paulo. O valor, até novembro de 2012, foi de mais de doze milhões de reais. A denúncia afirma também que o ex-presidente recebeu, como vantagem indevida, o apartamento vizinho ao dele em São Bernardo do Campo, interior de São Paulo. De acordo com o MPF, foram usados R$ 504 mil para a compra do imóvel. Lula nega as acusações.

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