Moro nega pedido de Lula para suspender perícia nos sistemas da Odebrecht

O juiz federal Sergio Moro negou pedido da defesa do ex-presidente Lula para que uma perícia determinada pelo magistrado na ação penal que envolve o sítio de Atibaia fosse suspensa. O processo apura se o petista foi beneficiado por empreiteiras com obras na propriedade que fica no interior de São Paulo.

No fim de fevereiro, Moro havia pedido que a Polícia Federal analisasse os sistemas Drousys e My Web Day, usados pela Odebrecht para pagamentos de propina, em busca de informações que pudessem ser utilizadas no processo do sítio. Por meio do recurso de embargos de declaração, que serve para que o juiz esclareça algum ponto de dúvida em uma decisão, a defesa de Lula pediu a revisão da ordem judicial e o acesso às cópias dos sistemas que estão em poder do Ministério Público Federal.

Em despacho, o juiz Sérgio Moro esclareceu que os embargos não servem para impugnar o que foi determinado. Além disso, o juiz negou que houvesse qualquer omissão ou contradição que devesse ser explicada. No mesmo despacho, o magistrado marcou as datas das audiências de testemunhas de defesa dos 13 réus do processo. Até o final de junho, aproximadamente 130 pessoas devem prestar depoimento. Até 26 de março, seguem sendo ouvidas as testemunhas de acusação.

Na quarta-feira da semana que vem (14), prestam depoimento como colaboradores o ex-senador Delcídio do Amaral e o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. A primeira audiência para depoimento de testemunhas de defesa está marcada para 7 de maio. Entre os depoimentos marcados está o de Fábio Luis Lula da Silva, filho de Lula. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi convocado como testemunha de defesa de Lula e presta depoimento em 28 de maio, por videoconferência. Lula também convocou a ex-presidente Dilma Rousseff, que será ouvida em 25 de junho, por videoconferência.

O juiz Sérgio determinou que 11 parlamentares convocados, entre senadores e deputados, indiquem datas de preferência para prestar depoimento. Apenas depois de esgotadas todas as audiências com testemunhas de defesa é que os réus, entre eles Lula, serão interrogados.

 

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