Movimentos de apoio a Lula inauguram acampamento em Curitiba

Foto: Bruna Valle / BandNews Curitiba

Foto: Bruna Valle / BandNews Curitiba

Movimentos sociais a favor de Luiz Inácio Lula da Silva já inauguraram um dos acampamentos – que vai receber as caravanas com manifestantes e apoiadores do ex-presidente, em Curitiba.

O local reservado aos manifestantes fica ao lado da Rodoferroviária e comporta de quatro mil e quinhentas a seis mil pessoas. Na última sexta-feira (05), as instalações foram impedidas, após uma decisão da juíza Diele Dernadin, da 5ª Vara da Fazenda Pública do Paraná que, a pedido do prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PMN) determinou um “Interdito Proibitório”. No entanto, de acordo com a Prefeitura, o terreno, onde o acampamento foi montado, pertence à União.

O despacho permite a ocupação de imóveis que não sejam do município. A proibição, segundo o documento, é em relação à montagem de estruturas nas ruas e praças de Curitiba até às 11 horas da noite de quarta-feira (10), sob pena de multa diária de 50 mil reais.

De acordo com a decisão “O direito de manifestação não se confunde com a possibilidade de ocupação de bens públicos ou particulares”. O juízo ainda proibiu, até quarta-feira (10), a passagem de veículos nas imediações da sede da Justiça Federal, na Avenida Anita Garibaldi.

Para derrubar a decisão judicial, a Defensoria Pública do Paraná impetrou um pedido de liminar no Superior Tribunal de Justiça. Ontem (segunda-feira), um habeas corpus coletivo preventivo foi negado pelo juiz de segundo grau Francisco Carlos Jorge, relator convocado pelo Tribunal de Justiça do Paraná. A defensoria entende que a decisão é uma afronta à prerrogativa de ir e vir de todas as pessoas, independente de posicionamento político.

Na liminar, os defensores afirmam que a Operação Lava Jato tem contribuído para o acirramento da polarização política e manifestações contrárias e a favor do juiz Sérgio Moro e do ex-presidente Lula, e que o debate é fundamental para o fortalecimento tanto da democracia, das instituições do Estado, quanto das organizações da sociedade civil.

Em nota, o movimento Frente Brasil Popular – que reúne pelo menos quarenta grupos contra a Operação Lava Jato – afirma que a medida é uma forma de criminalização dos movimentos sociais, pois busca impedir a vinda pacífica e democrática de milhares de pessoas que buscam debater os rumos da democracia.

A organização ainda ressalta que as caravanas e as atividades vão ser feitas, independente da proibição dos acampamentos. As manifestações começaram hoje (terça-feira, 09), na véspera do depoimento, às sete horas da manhã. Manifestantes realizaram um ato pela Reforma Agrária e contra a criminalização e impunidade, em frente ao Monumento Antônio Tavares, na BR-277 – presente dado ao MST pelo arquiteto Oscar Niemeyer.

Na noite de hoje (09), será realizado um ato ecumênico na praça Tiradentes, seguido de uma vigília noturna. O ato, segundo os manifestantes, é uma forma de lutar contra as reformas da Previdência e trabalhista, e em defesa dos direitos dos trabalhadores. Amanhã (quarta-feira, 10) – no dia do depoimento – as atividades começam com uma Assembleia Nacional dos Movimentos Populares.

Durante o interrogatório, manifestantes vão se dividir entre o Sindicato dos Engenheiros (Senge) e a Praça Santos Andrade. O ato termina na noite de quarta-feira (10) com a participação de deputados, senadores, ex-ministros e do ex-presidente Lula.

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