Movimentos sociais realizarão manifestações em Curitiba durante interrogatório de Lula

Vários movimentos sociais irão realizar manifestações em Curitiba, durante o interrogatório do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os atos estão sendo organizados nas redes sociais por grupos contra e a favor à Operação Lava Jato. O movimento “Frente Brasil Popular” organizou caravanas, para que apoiadores de Lula venham a Curitiba participar do ato em defesa ao ex-presidente. As manifestações já começam amanhã (terça-feira, 09), na véspera do depoimento, às sete horas da manhã.

Manifestantes irão realizar um ato pela Reforma Agrária e contra a criminalização e impunidade, em frente ao Monumento Antônio Tavares, na BR-277. Na noite desta terça-feira (09), um culto ecumênico, na Catedral Metropolitana de Curitiba, vai fazer parte da programação. No dia do depoimento – quarta-feira, 10 de maio – as atividades começam com uma Assembleia Nacional dos Movimentos Populares.

Durante o interrogatório, manifestantes vão se dividir entre o Sindicato dos Engenheiros (Senge) e a Boca Maldita. O ato termina na noite de quarta-feira (10) com a participação de deputados, senadores, ex-ministros e do ex-presidente Lula, na Boca Maldita.

O Movimento Brasil Livre (MBL) manifesta em apoio ao juiz federal Sérgio Moro. A organização do grupo não está promovendo nenhum protesto oficial. A oitiva vai ser acompanhada pelos representantes do movimento, que irão divulgar a programação dos atos do dia 10 de maio ainda hoje (segunda-feira, 08).

Tanto os movimentos contra quanto os grupos a favor de Lula, decidiram montar acampamentos pela cidade – para instalar os diversos manifestantes que vão chegar a Curitiba em Caravanas.

No entanto, as instalações foram impedidas, após uma decisão da juíza Diele Dernadin, da 5ª Vara da Fazenda Pública do Paraná que, a pedido do prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PMN) determinou um “Interdito Proibitório”.

De acordo com o Procurador Judicial, Miguel Adolfo Kalabaide, além da proibição dos acampamentos, a decisão também delimita áreas próximas à Justiça Federal.

Segundo o despacho, a montagem de estruturas nas ruas e praças de Curitiba está proibida até às 11 horas da noite de quarta-feira (10), sob pena de multa diária de 50 mil reais.

Segundo a decisão “O direito de manifestação não se confunde com a possibilidade de ocupação de bens públicos ou particulares”. Em nota, o movimento Frente Brasil Popular afirma que a medida é uma forma de criminalização dos movimentos sociais, pois busca impedir a vinda pacífica e democrática de milhares de pessoas que buscam debater os rumos da democracia. A organização ainda ressalta que as caravanas e as atividades vão ser feitas, independente da proibição dos acampamentos.

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