MP reforça pedido para que Tribunal marque júri de Carli Filho

Foto: Divulgação

O Ministério Público do Paraná se manifestou hoje pelo prosseguimento imediato do processo contra o ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho, na Segunda Vara do Tribunal do Júri de Curitiba. Em documento protocolado pelo promotor Marcelo Balzer Correia, o MP sustenta que, tanto o Superior Tribunal de Justiça quanto o Supremo Tribunal Federal, já certificaram que foram extintas todas as possibilidades de recurso por parte da defesa de Carli Filho. Ainda segundo a promotoria, os recursos que haviam sido interpostos já transitaram em julgado, encerrando as ações em instâncias superiores.

Dessa maneira, o Ministério Público se manifesta para que o juiz marque a data para a realização do júri popular de Carli Filho. Na semana passada, a defesa da família de uma das vítimas informava que a Segunda Vara do Júri de Curitiba tinha recebido a comunicação oficial do Supremo Tribunal Federal sobre o habeas corpus da defesa de Carli Filho. A liminar era o último recurso que suspendia o julgamento. Para acusação, o juiz já tinha condições de marcar a data do júri do ex-deputado. O entendimento agora foi endossado pelo Ministério Público.

Carli Filho é acusado de matar dois rapazes em um acidente de trânsito no dia 7 de maio de 2009, no Mossunguê. Uma perícia indicou que o ex-deputado seguia a 167 quilômetros por hora quando o carro dele atingiu o veículo de Gilmar Rafael Yared, de 26 anos, e Murilo de Almeida, de 20. Os dois morreram na hora. A colisão foi no cruzamento das ruas Ivo Zanlorenzi e Paulo Gorski. Há oito anos, um exame no hospital onde Carli Filho foi atendido mostrou que ele tinha 7,8 decigramas de álcool por litro de sangue. O teste foi realizado sem o consentimento do ex-deputado, quando ele estava desacordado. A defesa de Carli Filho conseguiu que a Justiça desconsiderasse o exame como prova.

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