MPF denuncia tripulação de navio que jogou camaronês ao mar

O Ministério Público Federal denunciou pelos crimes de tortura, racismo e tentativa de homicídio os dezenove tripulantes turcos do navio que jogou um camaronês em alto-mar, em junho deste ano. O estrangeiro entrou clandestinamente na embarcação no Porto de Douala, em Camarões, e ficou escondido por oito dias. Quando ficou sem água e comida, ele se apresentou para os tripulantes e foi jogado ao mar da costa paranaense, onde permaneceu à deriva por cerca de 11 horas em uma estrutura de madeira usada para o transporte de cargas, até ser resgatado por um navio que vinha do Chile. Em depoimento prestado à polícia, o camaronês disse que foi agredido verbalmente e fisicamente, além de ter sido privado de sono e de ser mantido em uma pequena cabine, antes de se obrigado a sair do navio em mar aberto. De acordo com o Ministério Público Federal, primeiramente a tripulação do navio negou que tivesse um clandestino a bordo. Mas durante as buscas e apreensões realizadas pela Justiça foram encontradas provas que indicaram a presença do camaronês no navio, como a compatibilidade da descrição de detalhes do interior da embarcação e a localização de uma foto que a vítima escondeu na embarcação com o objetivo de comprovar que esteve no local.  A tripulação do navio está proibida de deixar Paranaguá, no  litoral do estado, e está sob a vigilância da agência marítima. Já o camaronês está morando em um hotel da região e passa bem.

Foto: blog Luciane Chiarelli

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