MPF tem até amanhã para apresentar as alegações finais da ação contra Bendine

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O Ministério Público Federal tem até amanhã (terça, 30 janeiro) para apresentar as alegações finais da ação penal que tem como principal réu o ex-presidente da Petrobras, Aldemir Bendine. Este processo é relacionado à 42ª fase da Lava Jato, deflagrada em julho do ano passado. De acordo com o MPF, o ex-executivo teria recebido R$ 3 milhões de propina para intermediar a contratação da Odebrecht pela estatal.

Depois da apresentação das alegações do MPF, a defesa de Bendine e dos outros cinco réus do processo devem entregar as últimas considerações. Na sequência os autos retornam às mãos do juiz Sérgio Moro que determina as sentenças ou absolvições. Bendine prestou novo depoimento no dia 16 de janeiro e afirmou que não existem provas concretas contra ele nos autos. O ex-executivo assumiu o comando da Petrobras em 2015.

Nomeado pela então presidente da República, Dilma Roussef, ele tinha a missão de estancar a corrupção na estatal. Em depoimento, o ex-executivo ressaltou que cumpriu com todos os objetivos enquanto esteve no cargo e que hoje é vítima de uma brutal perseguição.

Depois do interrogatório, a defesa do ex-presidente da Petrobras pediu para que fossem feitas diligências complementares, mas a solicitação foi negada pelo juiz Sérgio Moro. A defesa pediu que dois funcionários contratados pela Petrobras e que prestavam serviços como motorista para a empresa em junho e agosto de 2015 fossem intimados a prestar depoimento para esclarecer fatos relevantes ao processo.

A oitiva seria para explicar o suposto repasse de 950 mil reais em espécie feito pelo publicitário e réu da Lava Jato, André Gustavo Vieira, ao ex-presidente da Petrobras. Vieira disse em interrogatório que entregou os valores em duas ocasiões: em 29 de junho e 10 de agosto de 2015.

Durante interrogatório, Bendine afirmou que nas duas datas não tinha carro e fazia uso de motoristas oficiais da Petrobras. Para a defesa, os funcionários poderiam dizer se a pessoa que acompanhava Bendine era André Vieira e se algum pacote ou mala foi entregue ao ex-presidente da estatal durante o trajeto. Aldemir Bendine está preso desde 27 de julho de 2017 e permanece detido no Complexo Médico Penal em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

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