Mulher que furtou crânio no cemitério pode pagar fiança de R$ 500 e ser liberada

Foto: Reprodução

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A Justiça estipulou uma fiança de 500 reais para que a mulher de 34 anos, que foi presa por carregar um crânio dentro da bolsa, saia da cadeia em Castro, nos Campos Gerais do Paraná. A mulher foi interrogada hoje (terça) e explicou à polícia de onde havia tirado o crânio. O órgão foi encontrado na bolsa por enfermeiros que prestaram atendimento a ela em uma Unidade de Pronto-Atendimento 24 horas. A mulher havia sido encaminhada ao pronto-socorro depois de ser encontrada embriagada no meio da rua. Em primeira declaração, a mulher disse à polícia que estava passando pelo cemitério e que o coveiro havia deu o crânio a ela. Hoje, já recuperada, ela confirmou que furtou o órgão em um momento de distração do coveiro, mas disse que estava alcoolizada e sob efeito de remédios.

O coveiro relata que trabalha há sete anos no cemitério e nunca tinha visto um furto de esqueleto. Ele conta que normalmente roubam peças dos túmulos, estruturas e até flores, mas, crânio, foi a primeira vez.

O delegado Victor Loureiro de Almeida considera o caso encerrado.

Vilipêndio de cadáveres é considerado crime contra o respeito aos mortos, previsto no Código Penal. O ato de violar cadáveres ou cinzas pode ser punido com prisão de um a três anos e pagamento de multa. Inicialmente, a Justiça havia estipulado fiança de mil reais à mulher, mas depois baixou para quinhentos. Até o fechamento da reportagem não havia informação de que a fiança havia sido paga.

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