Na marca de 30 dias de greve, Fenaban faz nova proposta abaixo da inflação

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A Federação Nacional dos Bancos apresentou nesta quarta-feira (05) nova proposta de reajuste aos bancários para 2016 de 8% mais abono de R$ 3,5 mil. A proposta também oferece reajuste de 15% no vale alimentação; 10% no vale refeição; 10% no auxílio creche-babá. Uma nova rodada de negociações entre a Fenaban e o Comando Nacional dos Bancários discute a possibilidade de acabar com a greve dos trabalhadores que completou nesta quarta 30 dias.

A reunião começou às seis e meia da tarde, em São Paulo. Outras duas reuniões ocorreram em seguida para debater a situação específica do Banco do Brasil e Caixa Econômica, a partir das sete horas da noite. Os trabalhadores reivindicavam reajuste de 14%, sendo 5% de aumento real, considerando inflação de 9%, entre outras reivindicações.

A proposta apresentada hoje pela Fenaban também oferece “licença paternidade de 20 dias e a criação de um centro de realocação e requalificação para garantir empregos”. Para 2017, foi prometido reajuste da inflação, mais 1% de aumento real nos salários e em todas as verbas. Os dias parados na greve deste ano deverão ser compensados, sem prazo limite.

Um dos argumentos para o pedido de reajuste com ganho real é que a crise econômica nacional não atinge o sistema bancário. De acordo com o sindicato, os banqueiros ganharam R$ 30 bilhões de lucro líquido no primeiro semestre e cobram a maior taxa de juros do mundo.

Caso haja acordo na negociação de quarta-feira, os sindicatos devem convocar assembleias em todo o país no prazo de até 48 horas. Se as assembleias aprovarem o fim da greve, os bancos devem voltar a funcionar integralmente somente na semana que vem.

Desde o início da greve, há um mês, clientes reclamam principalmente da falta de dinheiro em alguns caixas eletrônicos, das filas e da ausência de funcionário para resolver problemas, como falta de envelope para fazer depósitos.

Quem não atualizou endereço tem dificuldade para receber cartões de crédito. No caso do banco Bradesco, que assumiu as operações do HSBC, os cartões já com a nova bandeira, para esses clientes, são enviados para a agência bancária, que pode estar fechada.

Apesar de os serviços de internet banking e caixas eletrônicos funcionarem durante a greve dos bancários, alguns atendimentos ficam mais complicados como sacar o Fundo de Garantia ou receber benefício social na Caixa Econômica, sem o Cartão Cidadão. Mesmo com a paralisação dos bancos, as datas de vencimento de contas não são alteradas. Em caso de atrasos, o cliente será e pode até mesmo ter o nome enviado aos serviços de proteção ao crédito, dependendo do atraso.

Para fazer o pagamento de contas, os bancos orientam que os usuários procurem caixas eletrônicos, lotéricas e correspondentes bancários. Nesses locais, é possível fazer normalmente o pagamento de contas de água, luz, tributos, boletos de cobrança, prestação de habitação e saques de conta corrente.

De acordo com a Caixa, é possível fazer saques de até R$ 1,5 mil do FGTS em lotéricas, correspondentes do Caixa Aqui, com o Cartão Cidadão. Pelos terminais eletrônicos (caixas automáticos e salas de autoatendimento), é possível fazer os saques com o cartão magnético. No caso de benefícios sociais, pode ser feito o saque de todo o valor disponível com o Cartão Cidadão ou o cartão do benefício. O mesmo procedimento se aplica à retirada da aposentadoria.

Na internet ou com ajuda do celular, clientes podem realizar transações bancárias, como transferência entre contas, TED e DOC, pagamento de faturas, de boletos, de prestação habitacional e de contas de água, luz, telefone e tributos, além de ser possível a contratação de CDC, Cheque Especial, Cartão de Crédito, título de capitalização para clientes pessoa física com limites aprovados. Clientes pessoas jurídicas podem contratar empréstimos para capital de giro por meio da internet, desde que tenham limites pré-aprovados. Nesse canal, também podem fazer pagamentos, transferências, DOC, TED e pagamento de faturas, antecipar recebíveis, pagar folha de pagamentos, entre outros.

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